Maria Lenk em piscina em Niterói em março de 2005, no Rio. Foto: Sodré Satiro/Acervo Estadão

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (08/09), proposta (PL 1743/19) do deputado Chico D´Angelo (PDT), que torna a nadadora Maria Lenk a patrona da natação brasileira. O texto tramitou pela Câmara em caráter conclusivo e segue para análise no Senado Federal.

Maria Lenk (1915-2007) é a maior nadadora brasileira de todos os tempos. Ela foi a primeira brasileira a participar de uma Olimpíada, a de Los Angeles, em 1932, e teve o auge de sua carreira em 1939, quando quebrou dois recordes mundiais, nos 400m e 200m do estilo peito.

O primeiro foi quebrado na piscina do Botafogo, com o tempo de 6m15s80, e o segundo foi batido no Fluminense, com a marca de 2m56s90.

A atleta começou a nadar quando era jovem, no rio Tietê, que não era poluído naquela época (anos 1920-1930).

Quando tinha 15 anos, já competia em alto nível e participou da tradicional Travessia de São Paulo, competição que venceu em 1932, 33, 34 e 35.

Maria Lenk, ao participar das olimpíadas de Los Angeles, em uma delegação completamente masculina (32 atletas), quebrou um tabu, numa época em que a presença feminina no evento era considerada uma afronta aos bons costumes.  Além de ser a primeira mulher da América do Sul a participar dos jogos, aprendeu a importância do treino com as atletas estrangeiras.

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