Dr. Jairinho - Foto: Reprodução

Jairo José de Souza, o Dr. Jairinho, perdeu o mandato parlamentar na noite desta quarta-feira, 30/06, após votação que durou quase quatro horas. Dos 51 vereadores, 49 votaram pela cassação do réu no caso da morte do enteado Henry Borel, de 4 anos.

Não votaram Jairinho, por estar suspenso desde a sua prisão, e doutor Gilberto, que também já esteve preso, e apresentou pedido de licença. Foi a primeira vez na história do palácio Pedro Ernesto que um vereador é cassado.

A sessão ordinária começou às 16h. O primeiro a falar foi Ramos Filho (PMN), que agradeceu aos colegas e fez a leitura de seu relatório, pedindo a cassação de Jairinho por inúmeras razões que caracterizariam falta de decoro: “Assassinato duplamente qualificado, tortura, repetidas agressões físicas impostas a uma criança indefesa, tentativa de tráfico de influência e de uso político em causa própria”.

Após a divulgação do resultado, o vereador Tarcísio Motta (Psol) leu uma mensagem que disse ter recebido do pai de Henry, Leniel Borel.

“Tarcísio, agradece ao carinho e as orações de todos os vereadores. Estamos vendo a Justiça sendo feita. A quebra do decoro parlamentar e a respectiva cassação desse monstro é uma resposta à sociedade devido ao covarde assassinato do meu filhinho e as demais acusa claras contra esse assassino”.

Criadora e membro do conselho de ética, a vereadora Teresa Bergher (Cidadania) comemorou o resultado do processo, mas lembrou que o conselho precisa de mudanças para ser ainda mais célere nas ações contra a falta de decoro parlamentar.

“Quando cheguei aqui, em 2005, essa casa sequer tinha um conselho de ética. Apresentei o projeto, que foi aprovado. Mas infelizmente sofreu alterações. Agora temos que melhorar este conselho que está capenga. Precisamos de um conselho de ética que seja o que a sociedade quer. Nós estamos aqui dando uma resposta ao pai do menino Henry. O julgamento aqui hoje foi para decidir se o senhor Jairinho tinha condições de continuar exercendo seu mandato. E esta casa decidiu que não tem. Ele é um mau exemplo para o parlamento e para toda a sociedade. O vereador Jairinho não tem condições de representar ninguém aqui. Logo que foi preso, o Jairinho foi afastado e, um mês depois, o gabinete foi fechado. mais uma emenda minha, porque, Antes, os vereadores eram presos e continuavam com gabinete aqui na câmara”, disse Teresa.



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