Foto: Fábio Motta

Uma das casas de espetáculos mais famosas do Rio de Janeiro, mas que não recebe nenhuma atração desde 2010, o Canecão está cada vez mais próxima de reabrir suas portas ao público. Conforme informou o jornalista Ancelmo Gois, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota nesta quarta-feira (28/04), em regime de urgência, Projeto de Lei que pode, finalmente, viabilizar a retomada do espaço.

A proposta em questão tem como objetivo autorizar uma parceria entre a própria Alerj e a UFRJ para assinatura de um “termo de cooperação técnica e financeira“. A medida não fala em valor do investimento, o que poderá ser definido após a sua aprovação.

Assinam o documento os deputados Waldeck Carneiro, André Ceciliano, Eliomar Coelho e Flavio Serafini:

A ideia é oferecer a Universidade Federal do Rio de Janeiro as condições de reabrir o Canecão, como um espaço artístico multiuso, mas mantendo a tradição como um lugar para shows e quem sabe um espaço de memória da MPB“, disse Carneiro.

Prefeitura quer ajudar UFRJ na reconstrução do Canecão

Em fevereiro, a Prefeitura do Rio afirmou que pretende ajudar na reabertura do Canecão. No entanto, para a revitalização do local há a necessidade de mudar a lei municipal que impede a construção deste tipo de estabelecimento no terreno atual.

Na época, o prefeito Eduardo Paes se mostrou simpático a ideia de reconstruir o ambiente da icônica casa de shows.

“Eu estou inteiramente à disposição da reitora da UFRJ para mudar a legislação, para mudar o zoneamento, para gente permitir que o Canecão renasça e ali vire de novo um espaço público da nossa cidade”, afirmou o prefeito.

As obras no terreno do Canecão fazem parte de um levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Além do novo auditório, outros prédios, com espaços culturais abertos ao público, podem ser construídos.

O Canecão foi palco de momentos históricos da música por mais de 40 anos. Em 2010, o local foi fechado depois de uma briga entre o inquilino e a UFRJ, que retomou a posse na Justiça. Sem uso, o espaço está se degradando.

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