Por André Delacerda

Acima da beleza e do caos por CokadaVoar como os pássaros sempre fascinou o homem. Muitas foram as tentativas durantes os séculos. O próprio gênio Da Vinci, inventou um pára-quedas quadrado, alimentando o anseio do homem de poder voar. Porém foi o pelas mãos (asas) de Santos Dumont, que o homem pode ir além das nuvens e provar da então dádiva exclusiva dos pássaros.

 

Em terras cariocas, o homem também sempre teve o desejo de voar e há mais de 30 anos o faz.

É graças há cariocas com espírito de aventura que se pode voar, planar sobre a floresta e o mar, sentindo a brisa afagando os cabelos ao se saltar da Pedra Bonita.

 

Quem ao passar pela Auto Estrada Lagoa Barra já não viu asa deltas e paragliders rasgando, colorindo o céu carioca e pousando em São Corando de frente ao mar.

Estou falando isso, pois hoje ao procurar um vídeo sobre o Rio, me deparei com as imagens que iriam inspirar este post voador, estas são do primeiro vôo feito no Rio no ano de 1974, há 34 anos.

 

Consta que o primeiro vôo de asa delta no Rio ocorreu em 7 de setembro de 1947, e foi feito por Luiz Cláudio. Há também informações que dizem que o primeiro vôo nos ares cariocas teria sido feito por um francês de nome Stefan, no Corcovado.

 

No ano seguinte, 1975, o Rio sediava o 1º Campeonato Brasileiro de Vôo Livre, com a participação de mais de uma dezena de pilotos. Neste mesmo ano foi fundada a ABVL – Associação Brasileira de Vôo Livre, que na época controlava o acesso a rampa da Pedra Bonita.

 

As imagens contam tudo, com tomadas da Barra sem os condomínios e com sua imensidão de restinga preservada, o elevado do Joá, São Conrado sem a grande favela da Rocinha, imagens da Zona Sul e da Baía da Guanabara; e é claro os pioneiros observando o salto de asa delta da Pedra Bonita e a estrela – asa delta – planando sobre os ares do Rio.

 

Foto: Acima da beleza e do caos por Cokada

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