O gabinete do vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL-RJ) vem recebendo diversas reclamações de pacientes da cidade do Rio de Janeiro, que são encaminhados para realizar exames de imagem em outros municípios. O parlamentar, que também é médico, foi ao Rio Imagem para entender o que estava acontecendo e descobriu que centenas de exames agendados na unidade simplesmente não são realizados.

O Rio Imagem oferece exames aos 92 municípios do estado. Por ter o maior número de habitantes, o município do Rio de Janeiro fica com a maior cota: 43% de todos os exames realizados pelo Centro são destinados aos cariocas. O problema é que a burocracia criada para marcações de moradores na cidade do RJ contribui para elevar o número de exames agendados e não realizados. Das 3 mil vagas disponíveis para mamografia, cerca de 1.050 ficam ociosas, o que corresponde a 35% do total mensal.

Os agendamentos no município do Rio não são feitos diretamente pelas clínicas da família, diferentemente das outras cidades que realizam a marcação diretamente no sistema do Rio Imagem. Os pacientes cariocas são agendados via Sisreg, o que tem se mostrado mais burocrático e ineficiente. Denúncias recebidas pelo gabinete do vereador Dr. Marcos Paulo revelam que o sistema oferecido pela Prefeitura, não raro, ignora o Rio Imagem e agenda moradores da cidade do RJ para exames de imagem em municípios da Baixada Fluminense.

“Temos uma população que está desassistida não por falta de vagas, mas por incompetência do sistema de regulação da prefeitura. O resultado disso é que quando o paciente consegue o exame, precisa fazer um longo deslocamento, mesmo tendo centenas de vagas ociosas do lado de casa, no Rio Imagem“, ressalta Dr. Marcos Paulo.

Troca de gestão

Durante a conversa com a direção da unidade, o vereador também foi informado que o contrato com o Instituto Gnosis, OSS que administra o Rio Imagem, será encerrado em agosto. Os funcionários já estão de aviso prévio e a unidade passará a ser administrada diretamente pelo Estado, por meio da Fundação Saúde. A notícia até poderia ser boa, não fosse a crise financeira por que passa a saúde do Estado. Em junho, funcionários do SAMU, que é administrado pela mesma Fundação, estavam com salários atrasados há pelo menos dois meses.

2 COMENTÁRIOS

  1. Que zona!!!Quem sofre são os doentes!!
    Mas essas OSS são um absurdo!!!Contratam qq charlatão como “médico”,imaginem o resto?Essas OSS são ONGs cujo único objetivo é fazer côncavo,ganhar muito,e não realizar nada!!!Quem não lembra do IABAS?administrado por um ladrão lá de SP????
    TEM Q HAVER CONCURSO PÚBLICO!!!SEM APADRINHAMENTO!!
    Saúde,segurança e educação são os únicos itens públicos,q tem q ter,para o povo!!!

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