Imagem apenas ilustrativa | Vacinas de Oxford/Astrazeneca (Foto: Divulgação)

O município do Rio registrou nesta semana três episódios em que pessoas tentaram sair da unidade com o comprovante de vacinação incompleto e sem tomar a vacina contra Covid-19. Segundo a secretaria municipal de Saúde, ambos os casos ocorreram no CMS Hamilton Land, na Cidade de Deus.

A pasta disse ainda que, em todas as situações, os profissionais de saúde impediram a saída e recolheram os documentos (confira a nota completa no final da matéria).

Os pontos de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde reformularam os fluxos de atendimento nas últimas semanas, a fim de impedir a ocorrência de qualquer tentativa de subtração dos comprovantes, sem a devida vacinação.

O portal de notícias “G1” denunciou o caso de um homem que se identificou como militar. Depois que não conseguiu o comprovante sem se vacinar, ele xingou e ameaçou os profissionais do posto de saúde. O homem ainda tentou convencer a enfermeira a simular a vacinação.

Durante esse momento de preparação da vacina ele falou que não queria tomar vacina, que era só para poder enviar a seringa porque tinham pessoas olhando e ele não queria me prejudicar. Eu falei que isso não é correto, que a gente não faz. Profissional de saúde não está ali para poder simular a vacinação. Aí foi o momento que ele viu que ele não ia conseguir usar os argumentos dele para poder me convencer a não vaciná-lo e começou a se irritar. Falou que era militar e que era só eu enfiar agulha nele e que não precisava enviar aquele líquido nele. Eu falei para ele que ele tinha direito de não tomar vacina, mas essa prática na unidade de saúde no Rio de Janeiro ele não ia conseguir”, disse a funcionária ao “G1”.

A pasta lembrou que quem foge com o cartão de vacinação sem se vacinar está cometendo fraude de documento oficial, crime previsto no artigo 297 do Código Penal com pena de até dois anos e meio.

No Rio, a Câmara de Vereadores aprovou e o prefeito sancionou uma outra lei que prevê multa de R$ 1 mil para quem fraudar comprovante de vacinação.

Confira a nota da Secretaria Municipal de Saúde ao DIÁRIO DO RIO:

“O CMS Hamilton Land, na Cidade de Deus, registrou nesta semana três episódios em que pessoas tentaram se evadir da unidade com o comprovante de vacinação incompleto e sem tomar a vacina contra covid-19. Em todas as situações, os profissionais de saúde impediram a saída e recolheram os documentos.

Os pontos de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde reformularam os fluxos de atendimento nas últimas semanas, a fim de impedir a ocorrência de qualquer tentativa de subtração dos comprovantes, sem a devida vacinação.

A SMS-Rio lembra que quem subtrai e usa documentos de vacinação adulterados está sujeito às penalidades legais e criminais”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Se pessoas tentam obter o comprovante sem a vacinação, é pq estão sendo obrigadas a se vacinarem tal como ocorre com servidores públicos municipais do RJ, onde o ditador de plantão ameaça de demissão os q não o fizerem. Enquanto isso cresce mundo a afora casos de miocardia e outros, possivelmente como efeitos colaterais das vacinas experimentais. Lembrando que só no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas se curaram da covid com os remédios q não tem comprovação científica pq já eram existentes e , portanto, não foram feitos especificamente para este fim, mas q curam e sâo utilizados inclusive por muitos dos q os negam em público .

    • As empresas podem obrigar seus funcionários a se vacinarem.
      Essa é a decisão da Justiça do Trabalho.
      No mundo todo medidas vem sendo adotadas.
      Crianças que não se vacinarem não podem frequentar as escolas.
      Profissionais da saúde que não se vacinarem não podem realizar atendimento.
      Pessoas não podem utilizar o transporte aéreo sem comprovação da vacinação.

  2. Dúvido que foram somente três casos…

    Deve ter tido muita situação em que o profissional da saúde possa ter deixado de notificar, sentido (ou aos olhos da chefia) que pudesse ter agido com desatenção e, portanto, sujeito à responsabilização por culpa administrativa.

  3. Sendo a Campanha de Vacinação ao nível municipal executado pela Prefeitura, o serviço, portanto, deveria ser acompanhado da presença da Guarda Municipal nos locais.

    Na situação de qualquer ação de terceiros contra a fiel execução do serviço, a Guarda Municipal (estando presente) para garantia da prestação do serviço seria bastante para impor aos particulares o respeito devido, no caso de algum indivíduo tenha qualquer conduta fora da lei sendo admoestado verbalmente e, insistindo, acionada a Polícia Militar para condução até a Delegacia – a mera tentativa é crime.

  4. Imagina se à iniciativa privada fosse autorizado aplicar a vacina contra Covid-19 – em concorrência com o serviço público (hein!?)
    Ainda bem que não. E tem que ser assim ao menos enquanto perdurar a situação pandêmica.

    Quanto à notícia (mais cedo exibida no RJ1), convém aquela minha pergunta:

    Onde está a Guarda Municipal do Rio?

    A Campanha de Vacinação executada a nível local é serviço da Prefeitura… e segundo disposto na Constituição da República, cabe à Guarda Municipal a proteção dos bens e serviços públicos municipais.

    Infelizmente, no entanto, o que vemos no Rio de Janeiro (como em outros municípios) é o desvio de finalidade da Guarda Municipal, passando de órgão de proteção, no sentido e acepção da palavra “guarda” para policiamento em usurpação de competência da Polícia Militar.

    Enquanto batem e exercem a força contra ambulantes, atuam como fiscais da moralidade contra casais mais animados em área pública ou usuários de drogas, a Guarda Municipal deveria ser empregada nós Hospitais, Postos de Saúde e Escolas do Município, além da proteção de parques, praças e monumentos em logradouroos públicos.

    Se outra função devesse ser conferida à Guarda Municipal, deveria por meio alteração do texto Constitucional – nunca por legislação ordinária, infraconstitucional.

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