''Bloconcé'' agitou a Zona Portuária do Rio neste domingo (05/01) - Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Tão pouco terminado o Réveillon, o Rio de Janeiro já volta suas atenções desde já para outra festa de grande apelo popular, uma das principais do mundo: o Carnaval carioca.

Segundo projeções da Riotur, a cidade irá receber, nas próximas semanas, cerca de 1,9 milhão de turistas, ”batendo” a marca de 1,6 milhão de 2019. Apesar de ter sua abertura oficial apenas no próximo dia 12/01, com apresentação do Bloco da Favorita em Copacabana, a folia começou já neste domingo (05/01), com 25 blocos fazendo a festa nas ruas do Centro. Ainda de acordo com a Riotur, este ano o Carnaval terá ”50 dias de duração”.

De maneira paralela à festa não-oficial, embora a Riotur ainda não tenha fechado o número exato, a expectativa é de que cerca de 400 blocos autorizados pela Prefeitura façam em torno de 500 desfiles (agenda de blocos de rua do DIÁRIO DO RIO já está no ar). Possíveis mudanças de roteiros ainda estão sendo analisadas.

Em relação à infraestrutura, houve alguns reforços. Em 2020, serão 7 postos médicos munidos de UTIs em locais com grande número de blocos, como Centro, Zona Sul, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Madureira. Em 2019, eram apenas 6.

Os banheiros químicos, por sua vez, deve ter um número superior aos 32.536 do ano passado. Essa infraestrutura tem preço de R$ 27 milhões por ano e é bancada pela patrocinadora (Ambev), que garantiu por 3 anos (2018, 2019 e 2020) exclusividade na venda de bebidas durante os desfiles.

”Bloconcé” desfilando neste domingo (05/01) no Centro do Rio – Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Uma observação importante é que o perfil dos turistas do Carnaval muda em relação aos do Réveillon. Normalmente, os visitantes vêm para o Ano Novo com famílias, têm melhor poder aquisitivo e permanecem por menos tempo.

Já no Carnaval, há 2 tipos de públicos. Um deles é de maior poder aquisitivo, que geralmente se hospeda em hotéis e tem como foco principal os desfiles na Sapucaí. O outro, mais jovem, prefere hospedagens mais baratas e permanece na cidade – gastando – de 7 a 10 dias.

”A cidade inteira será ocupada com folia e alegria para a gente bater novos recordes”, disse Marcelo Alves, presidente da Riotur.

Para o secretário estadual de Turismo, Otavio Leite, a vocação turística do Carnaval deve ser explorada ao máximo. Ele cita o exemplo do Natal de Gramado.

”No Rio, o Carnaval de rua se firma como um potencial turístico formidável. Veja o exemplo de Gramado, onde o Papai Noel trabalha 55 dias com o evento ‘Natal Luz’, entre novembro e janeiro. Por isso, defendemos que o Sambódromo tenha atividades o ano inteiro”, disse Otavio.

1 COMENTÁRIO

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui