Foto: George Magaraia

A artista plástica e carnavalesca Rosa Lúcia Benedetti Magalhães acaba de entrar para lista de Doutora Honoris Causa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A honraria mais importante da instituição foi criada em 1965 e, ao longo dos anos, agraciou 40 personalidades eminentes, nacionais e internacionais. Todas se destacaram por sua contribuição à cultura, à educação ou à humanidade.

Rosa é ex-aluna do curso de Letras da então Universidade do Estado da Guanabara (UEG).A proposta de homenagem foi apresentada em abril de 2018, em um memorial de 42 páginas assinado por Marcelo Gustavo de Campos, diretor do Departamento Cultural (Decult) na época. O processo reúne depoimentos de dois estudiosos da obra da carnavalesca, além de documentos comprobatórios de sua importância na área da cultura nacional e internacional. A aprovação da honraria foi realizada em sessão do Conselho Universitário no dia 07/05.

O trabalho de Rosa Magalhães apresenta um perfil multifacetado e eclético. A qualidade e a pluralidade de suas criações passeiam desde a montagem de espetáculo do cantor lírico José Carreras e show do músico Roger Waters (ex-líder da banda Pink Floyd) até a ópera Carmen. Como artista plástica, participou da 21ª Bienal de São Paulo, em 1991; da quadrienal de Praga, no mesmo ano; da 49ª bienal de Veneza, em 2001, além de três mostras no Museu de Arte do Rio, entre 2016 e 2019.

Além do trabalho como carnavalesca, Rosa atuou na concepção e execução de grandiosos eventos públicos, como a festa de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e a cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016. Pelo figurino idealizado para o Pan 2007, a artista recebeu o prêmio Emmy, um dos mais importantes da televisão mundial.

Como carnavalesca, Rosa já atuou em dez grandes escolas de samba do Rio de Janeiro e duas de São Paulo, desde 1971. Segundo o diretor do Decult, Adair Rocha, motivos não faltam para a escolha de Rosa Magalhães como Doutora Honoris Causa.

Em todos esses anos, já conquistou oito títulos no carnaval, é uma artista premiada e, além disso, uma pensadora. É alguém que, por meio do seu trabalho com a cultura popular e em outras frentes, consegue propor reflexões e lançar um olhar crítico, atingindo o conjunto dos brasileiros”, diz Adair.  

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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