Fachada da antiga casa de Candido Portinari, no Cosme Velho - Foto: Reprodução/Internet

Triste notícia para a história arquitetônica do Rio de Janeiro. De acordo com informações do ”Blog do Lauro Jardim”, do jornal ”O Globo”, o casarão situado no número 343 da Rua Cosme Velho, Zona Sul da capital fluminense, em que morou, entre 1943 e 1950, Candido Portinari, um dos maiores artistas plásticos que o Brasil já teve, encontra-se em um estado de degradação, com cômodos sem telhado e paredes caindo, correndo sério risco de desabar.

Vale ressaltar que o imóvel, tombado provisoriamente em 2011 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), foi doado ao Projeto Portinari para a criação de um centro de cultura em memória ao artista. No entanto, o Inepac não conseguiu angariar patrocínios e apoio para a realização da iniciativa e, por isso, a casa acabou devolvida aos donos 2 meses atrás.

Além da casa principal, erguida no início do século XX, no terreno também está localizado o antigo ateliê de Portinari. Projetado pelo icônico arquiteto Oscar Niemeyer, no local foram produzidos alguns trabalhos famosos do artista, como os painéis da capela Mayrink, no Alto da Boa Vista; a série Bíblica para a Rádio Tupi de São Paulo; e a série Retirantes, para o saguão do Colégio Cataguases.

Casa onde morou Portinari, no Cosme Velho, em ruínas – Foto: Claudio Prado de Mello

De acordo com a Secretaria Estadual de Cultura do RJ ao ”Globo”, a última vistoria no local aconteceu em julho de 2020, quando foi verificado que a casa encontra-se em más condições de preservação, sendo necessária a recuperação estrutural do imóvel. Já em setembro, o Inepac solicitou que o projeto de recuperação fosse detalhado, mas, devido à não continuidade da iniciativa, não houve resposta.

2 COMENTÁRIOS

  1. Boa Tarde Raphael Fernandes . Gostaria de pedir uma gentileza . Poderia colocar os créditos da segunda foto no nome de Claudio Prado de Mello. Visto que a dica da matéria partiu de mim e as fotos também . Se precisar de mais, temos varias. Obrigado

  2. Se fosse favela, o CAU-RJ faria alguma coisa, lançaria um edital de premiação pra incentivar o restauro e fazer proselitismo político… mas é só um marco arquitetônico belíssimo, então pode ir ao chão junto com tantos outros.

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