Foto: Reprodução redes sociais

Nesta terça-feira (09/02), a Justiça do Rio negou o recurso das defesas dos acusados dos homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes. A decisão dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal foi unânime. Com isso, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz vão ser levados a júri popular.

Lessa e Queiroz respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas, e estão presos no presídio federal de Porto Velho.

Bruno Castro, advogado de Ronnie Lessa, fez o recurso para tentar impedir que seu cliente seja julgado pelo Tribunal do Júri. Ele citou em sua fala uma testemunha que teria dito que o atirador era negro, e desafiou:

Eu desafio a acusação trazer qualquer fato concreto que possa colocar o Ronnie Lessa na cena do crime. É muito simples o Ministério Público argumentar que ele teria deixado esse celular na Barra da Tijuca sem provas. Temos a comprovação com prova técnica que ele estava na Barra da Tijuca”, disse o advogado.

As advogadas que representavam as famílias de Marielle e Anderson Gomes, que foram assistentes de acusação, ressaltaram que as provas obtidas pelo Grupo de Apoio Especializado e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios da Capital são suficientes para levar Lessa e Élcio a júri popular.

Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson e Élcio é acusado de dirigir o carro usado nos assassinatos.

Em março do ano passado, a 4ª Vara Criminal da Justiça do Rio decidiu levar Lessa e Élcio a júri popular. Desde que Lessa e Queiroz foram presos, em março de 2019, a defesa alega que há falta de provas e evidências que liguem a dupla às execuções.

1 COMENTÁRIO

  1. Enquanto a impunidade sagra a vida dos desimportantes, ninguém se importa com as leis; mas aí o inesperado acontece, e aqueles que dizem que se “prende muito” ficam pedindo justiça – e eu torço pra que ela ocorra!!! e queria ver a cara dos que clamam por ela qdo apos o desajustado pagar 1/6 da pena voltar ao convívio social.

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