O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento de 60% no número de casos de intolerância religiosa no primeiro semestre de 2018 em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) atendeu 30 denúncias entre janeiro e junho de 2017, número que saltou para 48 no mesmo período deste ano.

A religião que mais sofre com a intolerância religiosa é o candomblé, com 33%, seguido da umbanda, com 25% e em terceiro lugar outras de matriz africana com 16%. A discriminação é o tipo de violência mais registrada, com 33%, seguido de depredação com 12,8% e agressão física, com 9%.

Entre o contexto geral das denúncias, vizinhos totalizam 25% e ambiente escolar 12,5%. Família e violação de culto ou templo religioso estão ambas em terceiro, com 10,4%, seguidos de meios de comunicação ou virtual, com 8,3%.

O Rio de Janeiro é o município com maior índice deste tipo de crime somando 60%, seguido por Nova Iguaçu com 8% e Duque de Caxias com 6%. As mulheres são as mais atingidas, ocupando 54% do total das denúncias.

Casos de intolerância religiosa e outros tipos de violações dos Direitos Humanos podem ser denunciados através do Disque Combate ao Preconceito. O canal funciona no telefone (21) 2334 9551.

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