Flyer oficial de 'Cássia Eller, o Musical'
Foto: Divulgação/Cássia Eller, o Musical

Este final de semana foi o último de “Cássia Eller, o Musical”, aqui no Rio de Janeiro, no teatro do Shopping Village Mall. Assisti a peça no sábado e minutos antes de começar, eu olhei o celular e li a notícia sobre a morte de João Gilberto. Inevitavelmente a palavra “saudade” veio à tona.

O espetáculo faz o sentimento aflorar. A atriz que interpreta Cássia, Tacy de Campos, parece ter nascido para interpretar a cantora. Não é para menos, ela foi escolhida após um grande processo seletivo, com mais de 1000 candidatas. Mas ela tem um ótimo trabalho solo. Vale conferir.

As outras atrizes e os atores do musical também valem o destaque. Excelente elenco. Emerson Espíndola foi certeiro fazendo Nando Reis. Evelyn Castro, que interpretou, entre outros personagens, a mãe de Cássia, é um show à parte e o grande alívio cômico da peça.

Sensível, o espetáculo não perde o dinamismo e o bom humor em nenhum momento. Conquista o público. Ao meu lado, uma senhora se assustou quando Tacy de Campos mostrou os seios, em um momento clássico de Cássia. A mesma senhora chorou ao som de Relicário e gargalhou uma pá de vezes.

A banda dá o tom. Os músicos conseguem manter a temperatura da peça em dia, com momentos (não só nos acordes, mas também na interpretação) rock n roll e líricos. Tudo a ver com Cássia.

Voltando à senhora que estava ao meu lado, em um momento da peça, ela disse baixinho, com uma timidez de Cássia Eller, “que saudade…”.

Sobre João Gilberto, o jornalista Mário Magalhães postou em seu twitter: “Saudade é igual a imortalidade”. Serve também para Cássia. Chega de saudade, por mais difícil que seja. E o espetáculo ajuda a manter tudo vivo. Bem vivo.

Assista ao Mesa Viva com Eduardo Paes

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