Estação de Tratamento Guandu - Foto: Reprodução/TV Globo

Na última segunda-feira (22/03), a Cedae publicou um edital para a realização de obras de proteção na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu. O objetivo da intervenção é tentar solucionar, de uma vez por todas, o problema da geosmina, que afetou bastante a população do Rio de Janeiro no início do ano passado e voltou a aparecer em 2021.

O procedimento a ser realizado será o de impedir que as águas dos rios Ipiranga, Queimados e Poços se misturem às do Rio Guandu antes da captação da água que chega para tratamento na ETA Guandu.

A licitação da obra, investimento de aproximadamente R$ 132 milhões, será no dia 01/06, seguindo o prazo legal de 45 dias úteis. A Cedae vai construir um dique para separar o Rio Guandu e uma estrutura hidráulica levará as águas dos outros rios para um deságue metros após a barragem principal.

Esta mudança eliminará de forma definitiva o risco do surgimento da geosmina, responsável por dar gosto e cheiro ruins na água tratada pela Cedae. Como a obra terá duração de 2 anos e 6 meses, a companhia trabalha soluções complementares para evitar o surgimento da substância até sua conclusão. O edital admite inovações no projeto que permitam a redução deste prazo.

Até 2023, a Cedae investirá cerca de R$ 870 milhões na modernização do processo de tratamento de água e segurança operacional. Desse total, foram licitados R$ 300 milhões. Destes, R$ 110 milhões estão em execução.

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