Foto: Reprodução/BaianaSystem

Comemorando 15 anos de existência (e resistência!), a edição de 2019 do Festival Multiplicidade, intitulada ”Brasis”, começa nesta sexta-feira (27/09), com show da banda BaianaSystem no Circo Voador, e será realizada em 15 atos, com uma programação pela 1ª vez 100% nacional.

Idealizado pelo artista Batman Zavareze, o evento, que continua de 30/09 (segunda-feira) até 06/10 (domingo) no Centro Cultural Oi Futuro, no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio, une imagem e música através da tecnologia.

”Este é um ano que fecha uma trilogia importante em torno das escutas e barulhos que nos guiaram em 2017 e do ato de resistir e existir em busca de novas saídas, tema do ano seguinte. Agora, mais importante que nunca, estamos olhando para dentro, com uma programação 100% brasileira, com muitos artistas e temas que pouco frequentaram o festival. Este é um ano para olhar para os muitos ‘Brasis’ que estão sendo excluídos da cena artística”, afirma Zavareze.

Nesta sexta-feira (27/09), o BaianaSystem, grupo brasileiro que mescla elementos de rock, reggae, ska e rap, promete ‘eletrizar’ o Circo Voador, na Lapa, região central da cidade, com canções como ”Lucro”, ”Playsom” e ”Sulamericano”. Haverá participação especial dos baianos Antonio Carlos e Jocafi na música ”Água”, do álbum novo da banda. Tudo isso com cenário e projeções novas criadas especialmente por Filipe Cartaxo. Os ingressos já estão esgotados.

O encontro do BaianaSystem com o Festival Multiplicidade vai ser celebrado também através de uma série especial de camisas e máscaras, tradição nos shows da banda, desenhadas exclusivamente para o festival. Cartaxo é responsável pela arte visual do grupo e, entre uma de suas criações, está a tradicional máscara, sempre distribuída para o público. Segundo ele, é como se fosse a personificação de um ‘homem invisível’, fazendo elo com o público. Para o Multiplicidade, ele criou um desenho inédito, inspirado nos povos indígenas e nos grafismos da bandeira nacional.

Além disso, pela 1ª vez, a banda cria uma experiência expositiva e realiza uma instalação artística com suas referências de som, visuais e reflexões que ficará exposta no Centro Cultural Oi Futuro, de 30/09 a 06/10, e mostrará os processos particulares de criação do grupo, algo que jamais foi compartilhado com o público.

”Desde que nasceu com o Oi Futuro, no agora distante maio de 2005, o Festival Multiplicidade cresceu muito, ajudando, ano após ano, a embaralhar as fronteiras entre as linguagens artísticas no Brasil e acompanhando, bem de perto, as transformações da cena contemporânea mundial. Criar novas possibilidades. Inovar nos encontros. Reinventar formatos. Buscar o inimaginável. São quinze edições conjugando ‘multiverbos’. Não faltarão fôlego e criatividade para chegar a muitas outras”, diz Roberto Guimarães, Gestor de Cultura do Oi Futuro.

A partir do dia 30/09, o público poderá visitar a ocupação do Centro Cultural Oi Futuro, quando ocorrerá o lançamento do livro ”Multiplicidade>Barulho/Resistência”, com performance, instalação, leituras e doação dos 11 livros já publicados pelo festival em sua trajetória. Logo na entrada do Centro Cultural, o público se depara com a obra Johann Moritz Rugendas Remix, uma instalação audiovisual criada a partir da obra do naturalista alemão J. M. Rugendas durante sua viagem ao Brasil, em 1836.

Através de um olhar de cabeça para baixo, neste momento delicado que vivemos nas liberdades artístico-culturais, o trabalho representa o ‘DNA’ das investigações conceituais deste ano e faz referência às realizações voltadas para nossas origens, em busca de novas perspectivas. A carnavalesca Rosa Magalhães, ícone pioneira da história do samba, teatro, ópera e televisão, que este ano celebra 50 anos de carreira, em parceria com Marlus Araújo, vai apresentar Côncavo e Convexo, uma instalação multimídia utilizando técnicas de filmagem e projeção de duomos, também conhecidas como ”littleplanet”.

Entre artistas e atividades confirmadas, estão uma projeção da série Donos do Brasil, de Thiago TeGui, com origem no grafite e na arte de rua, que busca mostrar a resistência dos povos indígenas. O poeta, músico e artista plástico Cabelo apresentará a performance Luz com trevas, que terá participação de Nado Leal e a turma do Passinho. O artista plástico Raul Mourão integra o line-up do festival com a obra The New Brazilian Flag, uma bandeira do Brasil na qual o círculo azul­­, onde habitualmente vemos estrelas e a frase ”Ordem e Progresso”, é substituído por um recorte vazado.

O Festival Multiplicidade também promoverá uma aula-intervenção chamada Brasis, sobre história do Brasil e atualidades. Pelo teatro do Oi Futuro, passarão obras como Incorporais, instalação audiovisual a partir de uma experiência fotográfica de Daniela Dacorso com participação do músico Léo Leobons, filho de ogã de Xangô e pesquisador de ritmos afro-brasileiros do candomblé; T: partitura #1 por uma microrevolução, uma performance da atriz Denise Milfont, composta por fragmentos extraídos do livro homônimo de Paul B. Preciado; Ambiente, um sarau poético do DJ, diretor e ator Rodrigo Penna convidando Felipe Storino, com palavras, poemas, diálogos e música ao vivo; além de Fala que eu te escuto, uma vídeoinstalação criada pelos artistas João Oliveira e Fred Alves.

Completam a escalação do Multiplicidade 2019, performances dos coletivos Digitaldubs ­– que apresenta Estudando o Dub, uma performance sonora sobre a história do sound system –, Poetas do Vagão e Slam das Minas.

SERVIÇO

Festival Multiplicidade 2019

  • Ato I: BaianaSystem
  • Data: 27 de setembro (sexta-feira)
  • Horário: 22h
  • Local: Circo Voador
  • Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa – Centro – Rio de Janeiro/RJ
  • Ingressos esgotados

15 Anos 15 Atos – Ocupação Centro Cultural Oi Futuro

  • Período: 30 de setembro a 06 de outubro
  • Dias e Horários: Segunda-feira (30/09), das 19h às 22h | Terça-feira (01/10) a domingo (06/10), das 10h às 20h
  • Local: Centro Cultural Oi Futuro
  • Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Rio de Janeiro/RJ
  • Entrada: Gratuita
  • Classificação: Livre/ e algumas performances no teatro serão para maiores de 18 anos

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