(Foto: Reprodução Internet)

Após um período nebuloso provocado pela pandemia do Coronavírus, o Centro do Rio começa a ensaiar uma recuperação depois de ver vários de seus estabelecimentos fecharem as portas. Segundo uma pesquisa da Fecomércio, o mês de julho registrou mais pontos comercias abertos do que fechados na região.

Os dados consideram os estabelecimentos do setor do comércio de bens, serviços e turismo nos bairros do Centro do Rio de Janeiro, entre janeiro de 2020 e julho de 2021

Segundo a Fecomércio, em julho deste ano, houve mais lojas abrindo que fechando no local – 137 estabelecimentos começaram a funcionar na região enquanto, no mesmo período, 69 encerraram as atividades. É o primeiro balanço positivo desde o começo da pandemia.

O diretor do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises, João Gomes, relata que não só a crise sanitária, mas que o desordenamento urbano, também contribui para o cenário negativo.

“O Centro do Rio de Janeiro já vem sofrendo com a perda dos ativos econômicos já faz algum tempo. O avanço da pandemia intensificou esse processo. Dentre os problemas elencados pelos empresários, dois são destaques: a pandemia e o desordenamento urbano. O avanço da vacinação fez com que a preocupação com a vacinação se diluísse e a redução da informalidade no Rio de Janeiro fez com que a preocupação na parte do desordenamento urbano também reduzisse”.

Informalidade e violência prejudicam o comércio do Centro do Rio

Esses números mais positivos mostram que o momento é melhor, e como consequência disso, o número de empresas que foram abertas foi superior ao que foi observado no ano de 2020. Para os meses de maio, junho e julho foi bem mais alto que nós observamos nos mesmos meses do ano passado. é um processo de retomada do Centro, de consolidação desse crescimento, que vai acontecer ao longo desse segundo semestre de2021 e, mais fortemente, em 2022“, concluiu Gomes.

Vendas do Comércio do Rio cresceram 2,5% em julho

Sinais de melhora também no transporte

Um dos indícios de recuperação da região central da cidade é o aumento nos passageiros do VLT. Antes da pandemia, o veiculo sobre trilhos tinha uma média de 110 mil passageiros por dia. No ano passado, o transporte chegou a registrar uma queda de 90% da demanda. Nos meses de julho e agosto deste ano, a concessionária que administra o VLT disse que registou um aumento na faixa de 50% – o melhor número de 2021.

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