No seu ex-blog de hoje Cesar Maia fez um artigo falando sobre o quadro da sua sucessão na prefeitura. Leia abaixo:

O QUADRO SUCESSÓRIO PARA A PREFEITURA DO RIO!

01. Vários pré-candidatos começam a contratar pesquisas que possam respaldar as suas candidaturas e/ou oferecer informações sobre o quadro geral e seus adversários -dentro e fora de seus partidos.

02. O primeiro ponto é especular sobre quem serão os candidatos. Denise Frossard do PPS certamente até porque venceu ,com apoio do PFL, o primeiro turno da eleição para governador em 2006 na capital. Seu problema são aliados que possam agregar tempo a sua TV. O PFL -hoje Democratas- já informou que certa e garantidamente o numero 25 lançará seu candidato a prefeito.

03. Inevitavelmente o deputado Chico Alencar será candidato. Sua boa performance em 1996 é um bom antecedente. Sua performance decrescente para deputado em 2006 estimula também que reforce sua visibilidade agora. Também em seu caso a falta de tempo de TV é um problema que enfrenta. Sua candidatura tem uma nuance importante. Ela elimina as candidaturas de pré-candidatos que tem a mesma referência de voto, como o deputado Carlos Minc do PT e o ex-candidato a senador do PV, Alfredo Sirkis.

04. Com isso se chega ao PT. A hipótese com que os mais atentos analistas trabalham é da eliminação da candidatura Minc por Chico Alencar. Nesse quadro sobram dois candidatos: do deputado atual e ex-vereador Edson Santos e Wladimir Palmeira que foi candidato a governador em 2006. Wladimir tem insistido em sua candidatura dizendo que foi para o sacrifício em 2006 e se saiu bem. Sendo o nome de Edson Santos -que é o mais provável- o corte eleitoral que buscará será semelhante ao de Benedita, mas sem a base evangélica dessa. Ou seja: não apontará para as classes médias do Rio. Sonha com o apoio do PMDB o que será muito difícil com o nome do Edson Santos.

05. O PSDB vive uma disputa interna que começa em sua convenção municipal de agosto. Três nomes despontam: O deputado e ex-vice-governador e ex-candidato a governador, Luiz Paulo. O ex-deputado e atual secretário Eduardo Paes cuja performance na candidatura a governador em 2006 ficou muito aquém do que seus pares esperavam. Sua adesão pronta ao candidato e atual governador Sergio Cabral não deixou boa imagem no PSDB. Ele é secretário geral do PSDB nacional e ninguém se lembra mais disso. E o deputado Otavio Leite em carreira ascendente e que hoje já é vice-líder do PSDB na câmara de deputados e suplente da CPI do Apagão Aéreo. Difícil se prever o que virá da convenção. Otavio e Luiz Paulo jogarão juntos.

06. O DEM -que tem a prefeitura do Rio, sabe que da posição de força e da capilaridade que tem, e conhecida a dinâmica de todos os governos do atual prefeito na segunda metade de suas administrações- e analisada todas as eleições que disputou, o DEM conta com um patamar natural de 20% que crescerá na medida do desempenho de seu candidato. Hoje seus pré-candidatos são os dois deputados federais cariocas, e alguns secretários. Todos sabem que quem sair será alavancado para os 20% de piso pela força do DEM no Rio. Mas nenhum deles hoje tem um numero expressivo em pesquisas, o que tende a tornar a decisão de caráter político, a menos que esta situação se altere.

07. Jandira Feghali do PCdoB decidiu aceitar a secretaria de economia em Niterói. Alguns acham que é para trabalhar a alternativa Rio ou Niterói. Outros acham que é pela proximidade do PCdoB com a Industria Naval. O problema maior que enfrenta é o insulto que cometeu à Igreja Católica com a entrada, em 2006, de um fiscal da justiça na sede da Cúria para fazer busca de material contra ela sobre o aborto. Ela cometeu o erro imperdoável de entrar numa legação estrangeira, de outro Estado, o do Vaticano, o que foi considerado inadmissível. Esse obstáculo é de muita importância pela proximidade com 2006. Ela também conta com muito pouco tempo de TV.

08. O senador Marcelo Crivela do PRB e da IURD, mantém-se num patamar importante entre os eleitores da capital. Algo perto dos 20%. Mas há a convicção de que independente de quem seja seu adversário, perderá para qualquer um no segundo turno. Dizem que pensa transferir seu titulo para São Gonçalo, o município com maior concentração de evangélicos do Estado do Rio,( mais de 50%). Mas ele -mesmo sabendo das dificuldades em tempo de TV- pode querer rolar sua visibilidade com vistas à re-eleição para o senado em 2010.

09. Finalmente o PMDB -sem nome majoritário na capital e dado o desgaste dos Garotinhos aí- analisa parcerias com o DEM e com o PT, ou no apoio a um nome amplo da sociedade civil. Mas sua estrutura interna de poder não permite antecipar a decisão, já que a convenção de junho de 2008 não tem uma maioria nítida. O governador Cabral poderá jogar um papel importante na decisão se seu governo naquele momento estiver num nível alto de aprovação. Sua tendência -hoje- é passar por 2008 como magistrado sem estressar suas relações políticas para nenhum lado.

10. O PDT pode marcar posição com o nome do deputado Brizola. Bom para ele mas não para o Partido. Há a possibilidade de um acordo em torno da frente formada na câmara de deputados com o PSB e PCdoB. Nesse caso apoiaria Jandira no Rio, o PSB em Caxias e Petrópolis e seria apoiado em Niterói e Campos. Essa possibilidade recolocaria o tempo de TV de Jandira em outro patamar.

11. Finalmente os demais partidos médios -PTB, PP e PR,( ex-PL), que com tempo de TV que tem, poderão negociar alianças pragmáticas que os reforcem para 2010.

12. As pesquisas dão a Denise uns 25%. A Crivella um pouco menos de 20%. A Jandira um pouco mais que 15%. Aos candidatos do PSDB e DEM e a Chico Alencar um pouco menos que 10%. E a Edson Santos um pouco menos que 5%. Grid de largada ainda em construção, portanto.

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