Cesar Maia Dando uma pausa no assunto da chuva, apesar dela não parar (ao menos em Jacacity). Hoje o pré-candidato do DEM ao Senado, Cesar Maia, falou em seu ex-blog sobre a situação da aliança DEM-PPS-PSDB-PV para as eleições 2010 no Rio de Janeiro.

 

Semana passada o vereador do PV e ex-secretário da gestão Cesar Maia, Alfredo Sirkis, fez várias críticas ao apoio ao candidato do DEM, a qual encontrou respaldo na vereadora Andréa Gouvea Vieira (PSDB), velha adversária de Maia.

 

Para o ex-prefeito uma aliança sem o PV poderia ser melhor para o prá-candidato a presidente, José Serra  (PSDB), já que uma aliança com Gabeira (PV) teria a pré-candidata de seu partido, Marina Silva, com mais destaque do que Serra.

Semana passada durante um web-chat Cesar Maia já tinha comentado sobre a aliança e que Serra encontraria nele seu principal cabo eleitoral. Como já disse esta eleição vai pegar fogo.

 

Fique com os vídeos e o texto de Maia:

 

Cesar Maia e a coligação com o PV

 

Cesar Maia e o Apoio Incondicional a José Serra

 

 

O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO!


1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados.

 

2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central.

 

3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar.

 

4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010.

 

5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar.

 

6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta.

 

7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição estadual no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto.

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