(Foto: Estadão Conteúdo)

A chance de um policial acabar ferido em um confronto com bandidos no Rio de Janeiro é 725 vezes mais alta que a de um soldado americano em combate na Guerra do Golfo. Além disso, são quatro vezes maiores do que a de um combatente americano ter sido ferido na Segunda Guerra Mundial. As afirmações tem como base um estudo feito pelo coronel Fábio Cajueiro, da PMERJ. Os dados foram apresentados pelo delegado Fabrício Oliveira, líder da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil foram feitas durante uma palestra na tarde do último sábado (04/09) no World Combat Conference (W2C), em Itu (SP).

Para falar sobre as operações em áreas conflagradas do Rio de Janeiro, o delegado trouxe dados da Polícia Civil de que, atualmente, mais de 50% dos homicídios no estado têm relação com o tráfico de droga, assim como 60% dos roubos de cargas e 80% dos roubos de veículos. 

O Estado do Rio de Janeiro possui, de acordo com os dados apresentados por Oliveira, 1.413 favelas. Das áreas com atuação do crime organizado, cerca de 80% são controladas pelo tráfico de drogas e outros 20% pela milícia. Diante desse contexto, com uma “metástase” da criminalidade, a atuação das forças de segurança fica cada dia mais difícil. O delegado afirma ser necessário inverter a balança do custo-benefício para os bandidos.

Hoje o criminoso acredita que entrar em confronto com a polícia traz mais benefícios do que prejuízos. Precisamos inverter essa lógica. É um trabalho extremamente complicado, mas não vamos desistir”, afirma Oliveira. 

Apenas em 2019, foram apreendidos no Rio de Janeiro 550 fuzis, mais de 8 mil armas de fogo e 3,6 mil explosivos.

Sobre o evento

O W2C reunirá mais de 600 instrutores policias e de armamento e tiro, que participarão de uma maratona com 42 clínicas práticas e sete palestras de referências internacional até 7 de setembro. O evento é técnico e destinado a profissionais da segurança pública, agentes da segurança privada com certificação profissional válida, membros do Ministério Público e do Judiciário, militares das Forças Armadas e atiradores esportivos com CR válido.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ah, outro detalhe. Os oficiais daqui, em sua esmagadora maioria, na Polícia Militar (como nas FFAA), sejam homens ou mulheres, são de brancos.
    Quantos negros (homens e mulheres) não contados nas fotos dos cursos de formação?
    Quantos temos nos comandos e postos-chave de decisão?
    E quais as origens familiares desses poucos senão de família já com uma estabilidade na esmagadora maioria dos casos?
    Não tem, por outro lado, ou é por um funil muito estreito a oportunidade de praças, soldados, cabos, sargentos subirem ao oficialato. Existem concursos e cursos de formação demais para ingresso de novos civis direto no oficialato. Isso tinha que acabar!

  2. Um militar norte-americano não sai adentrando no território da operação sem, antes, um estudo e monitoramento da área e acompanhamento das atividades por drones.
    Essa é a principal característica.
    Tem dos salários? Sim, verdade. Mas, por outro lado, nenhum militar vai para a reserva senão depois de muito tempo na ativa, nos EUA, com vencimento integral, como aqui. Corta-se 60% quando vai para a reserva.
    Aqui altos soldos e mais privilégios para parte dos militares de alta patentes nas Polícias Militares (como nas FFAA) que sequer entram nessas mesmas comunidades. Ficam como expectadores de suas ordens geralmente mau planejadas, colocando os praças patentes baixa e oficiais iniciais na linha de tiro servidor de cobaias.

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