Cidade das ArtesA Cidade das Artes, antes Cidade da Música, um grande complexo cultural situado na Barra da Tijuca, foi inaugurada oficialmente na última semana. Trata-se de um grandioso empreendimento, que possui uma Grande Sala para espetáculos, salas de música, salas de ensaio, salas de aula, salas eletro-acústicas, foyer, cinemas, midiateca, restaurantes, praça, áreas verdes e lago.

Alguns questionam a necessidade da obra, realizada na gestão do ex-Prefeito Cesar Maia, argumentando que não era preciso gastar para construir algo com tamanha magnitude. Outros criticam duramente o atual Prefeito Eduardo Paes por ter deixado o complexo fechado durante todo o seu primeiro mandato, fazendo com que o Rio de Janeiro não pudesse usufruir do espaço por conta de sua vontade de desgastar seu antecessor.

Mas deixemos de lado as polêmicas em torno da obra. Elas são um tema ultrapassado. É fundamental que o Rio de Janeiro saiba aproveitar o potencial cultural, arquitetônico, turístico e econômico da Cidade das Artes, afinal, a existência dela já é uma realidade. O complexo recebeu inúmeras honrarias, como o maior prêmio da arquitetura contemporânea, o International Architecture Awards, e rasgados elogios de especialistas, artistas e críticos, além de boa parte do grande público.

Os ambientes do local, sofisticados, possuem acústica perfeita, equipamentos de última geração, iluminação altamente avançada e paredes que se ajustam de acordo com a necessidade dos espetáculos. É como se fosse possível “afinar a sala” e não apenas os instrumentos. A Grande Sala, carro-chefe do espaço, tem camarotes móveis, preparo para grandes orquestras e óperas e visibilidade total do palco.

Por tudo isso, nomes como Fernanda Montenegro elogiam o espaço e pedem que ele seja utilizado da melhor maneira, fortalecendo a produção cultural carioca e atraindo para o Rio, mais ainda, os olhares de todo o mundo.

Vamos ter boa vontade e explorar na plenitude o potencial do local, que pode se tornar um polo artístico importantíssimo para os cariocas. Chega de implicância.

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