Foto: Reprodução/TV Globo

Uma nota técnica assinada por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) solicita, em caráter de urgência, que medidas sejam tomadas para combater a segunda onda da Covid-19.



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No documento, os especialistas sugerem:

1. Abertura imediata de mais leitos hospitalares;
2. Testagem realizada de maneira ampla;
3. Aumento da oferta de transporte público;
4. Suspensão imediata de eventos presenciais;
5. Fechamento das praias;
6. Possível lockdown (isolamento social severo).

”O aumento do número de casos é sustentado. Não se trata de uma flutuação, que aumenta em uma semana e diminui na outra. E é claro: isso tudo é fruto das aglomerações que vêm ocorrendo nos últimos tempos – inclusive nas eleições”, disse Roberto Medronho, epidemiologista da UFRJ.

De acordo com Medronho, eventos ao ar livre, com as pessoas utilizando máscaras e respeitando o devido distanciamento social, não apresentam riscos. O especialista diz ainda que a quantidade de pessoas concentradas em determinado local também é se torna fundamental para o controle da proliferação do vírus.

”Em parques ao ar livre, por exemplo, é possível fazer um controle da quantidade de pessoas que entram em saem. No entanto, em eventos sociais de grande proporções, como alguns bailes, onde não há uma fiscalização, a aglomeração é muito grande. O mesmo ocorre em bares, tanto em comunidades em comunidades mais vulneráveis do ponto de vista econômico, como também na Zona Sul do Rio. Toda e qualquer aglomeração, sem medidas protetivas, representa um risco elevadíssimo de transmissão”, complementa.

”Mesmo que não haja um lockdown total, em alguns setores e em algumas regiões, um retrocesso é necessário. Nós já estamos assistindo um colapso no sistema de saúde. Já têm pessoas que não estão conseguindo vagas em leitos hospitalares”, conclui o especialista.

Vale ressaltar que, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na segunda-feira (30/11), o Rio de Janeiro chegou a 22.590 mortes causadas pela Covid-19 e 354.354 casos confirmados da doença.

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