Vinte anos após os atentados terroristas contra os Estados Unidos, a história ainda reverbera por meio da memória e da arte. No momento do atentado, foram quase 3 mil mortos nas Torres Gêmeas, em Nova Iorque, e no Pentágono, em Washington. Mas não são 3 mil histórias, e muito menos uma só. São dezenas de milhares que ainda emocionam e trazem à lembrança o sentimento da dor.

Por inúmeras vezes, o cinema tem retratado os atentados e feito uma reconstrução da história de vidas que foram perdidas e impactadas pelo terror. Diretores e roteiristas não apenas reconstroem o dia dos ataques como também abordam outras situações que resultaram do 11 de setembro, como é o caso do novo filme “Quanto Vale?”. Disponível na Netflix, o longa conta a história do conciliador Kenneth Feinberg, responsável por desenvolver e administrar o Fundo de Indenização das Vítimas do atentado.

A reconstrução da história resulta nos questionamentos do público sobre a verdade. No filme “Vice”, de Adam McKay, temos Dick Cheney, vice-presidente de George W. Bush, que fez grandes mudanças nos Estados Unidos. McKay traz a figura de Cheney como um homem que planejou uma vingança ardilosa para o Iraque após o ataque às Torres Gêmeas, como pretexto para iniciar uma grande guerra.

Há quem tenha assistido e discorde completamente da abordagem do personagem, e acredite que o vice-presidente tenha feito de tudo para manter a paz, e as ações dele eram a arte do possível. Essa é a beleza do cinema. Mesmo nas retratações históricas, continuamos tendo diversos pontos de vista de acordo com o que acreditamos.

Cinema transforma, em especial aquele traz à tona a realidade, pois nos faz refletir sobre ações, comportamentos, e não nos deixa esquecer daqueles que vieram antes de nós. Que o 11 de setembro e os filmes, livros e séries relacionados a ele, não nos deixem desistir da paz.

Jornalista, produtora e apresentadora do podcast cineaspectos. Como amante do cinema, ficou imersa em roteiros fantásticos, conheceu a beleza dos filmes de máfia e os incompreendidos dramas europeus. Sara adora desbravar a singularidade do cinema brasileiro, e acompanha de perto os principais festivais e mostras ao redor do mundo.

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