Bonde de Santa Teresa por Rodrigo Soldon  A próxima minissérie da Rede Globo, Cinquentinha (estréia no início de dezembro), também se passará no Rio de Janeiro (como as atuais novelas Cama de Gato e Viver a Vida). E as principais locações serão no bairro boêmio de Santa Teresa, onde meu amigo Pedro Wolff quer tanto morar.

 

Cinquentinha é da autoria de Aguinaldo Silva (do qual não gosto por adorar detonar a cidade), ao contrário do Manoel Carlos que usa a novela para aumentar a auto estima carioca ou pelo menos a dos moradores do Leblon. Bem, Aguinaldo disse ter escolhido Santa Teresapor ter um carinho especial pelo bairro:

"Escolhi Santa Teresa porque foi lá que tive a minha primeira casa "de verdade" depois que cheguei ao Rio. Fui morar lá em 1970, e fiquei até 1978. Sinto uma certa nostalgia do bairro. Daí o escolhi para um dos cenários de Cinquentinha".

Veja sobre o que será Cinquentinha

 

O título refere-se à porcentagem (50%) que cada viúva da história quer ter sobre a herança do protagonista Daniel (José Wilker).  "Será como um jogo mesmo, uma competição, uma gincana", complementa Wolf.

Como ponto de partida, há um multimilionário à beira da morte – Daniel (José Wilker). Ele deixa em testamento uma espécie de missão impossível para suas três ex-mulheres: inimigas, elas terão que se juntar para administrar seus negócios em crise e fazê-los prosperar de novo. As três mulheres são Lara (Susana Vieira), Rejane (Betty Lago) e Mariana (Marília Gabriela). "Mulheres cuja idade passou dos 50 e chegou não se sabe onde, pois elas não dizem quantos anos têm nem mortas!" – diz Aguinaldo. No prazo de um ano, a que se sair melhor nas tarefas pré-estabelecidas ficará com 50% de sua herança -"cinquentinha" de um grande patrimônio. A outra metade será dividida entre os três filhos que o empresário teve com elas.

CinquentinhaO juiz desta gincana é Joaquim (Luis Melo), grande amigo de Daniel e também seu advogado e testamenteiro. Neste jogo, estas "cinquentinhas" terão que provar que não são só fisicamente capazes, mas mentalmente também. E estarem preparadas para muitas surpresas. Como o surgimento de mais uma adversária, Leonor Barganti (Maria Padilha), que só vai se revelar e reivindicar seus direitos na hora certa. Com ela, seu filho Carlo (Pierre Baitelli), um quarto herdeiro do empresário também entra em cena.

 

A trama também dá um importante espaço para o conflito de gerações. Os filhos dessas fortes mulheres se infantilizam e elas acabam por anulá-los; já os netos irão contestá-las. Neste clima de rebeldia, Aguinaldo pretende abordar as diferenças comportamentais do ser humano. O autor quer chamar atenção de que é preciso ser atuante e não parar no tempo nunca. "O ser humano não tem prazo de validade", pontua. E finaliza: "É uma minissérie sobre mulheres que se recusam a envelhecer, que continuam sendo ativas. Isso envolve não só tratamento de beleza, mas também uma atitude positiva diante da vida. É uma minissérie sobre este tipo de mulher e sobre a família que está por trás dela. Sobre pessoas que têm uma atitude moderna e revolucionária em relação à vida: as pioneiras de uma atitude que, em breve, poderemos reconhecer em cada esquina. Aborda várias gerações".

 

Foto: Bonde de Santa Teresa por Rodrigo Soldon

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