Cláudio Castro sanciona Lei Orçamentária de 2022 sem déficit nas contas

Números refletem o resultado positivo da gestão das finanças públicas; execução do Orçamento respeitará o teto de gastos

Foto: Rafael Campos

A Lei Orçamentária Anual (LOA) do Rio de Janeiro para 2022 foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada nesta quinta-feira (13/01) no Diário Oficial. O texto reflete o resultado positivo da gestão das contas públicas: após cinco anos seguidos, esta é a primeira vez que o Estado inicia a execução orçamentária sem previsão de déficit. A LOA estima uma receita líquida de R$ 92,9 bilhões e o mesmo valor em despesas, confirmando uma significativa melhora do cenário fiscal.

Os números demonstram o nosso empenho para a retomada da economia fluminense a partir de uma gestão responsável das finanças públicas. Estamos recolocando o Estado do Rio de Janeiro em uma posição de destaque, criando um ambiente de negócios e garantindo melhora na qualidade de vida da população – declarou o governador Cláudio Castro.

O projeto original entregue em outubro pelo Governo do Estado à Alerj não previa déficit, mas fixava as receitas e despesas em R$ 85,8 bilhões para 2022. Durante as discussões e votação da proposta no Legislativo, porém, houve aumento de R$ 7,1 bilhões nas projeções, considerando o incremento da arrecadação tributária e, principalmente, de royalties e participações especiais.

Cabe ressaltar que, apesar de as despesas terem sido elevadas, o Governo só poderá executar e transferir para os Poderes o limite estabelecido no teto de gastos, previsto pela Lei Complementar 198/21, para garantir a manutenção do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Investimentos

O Orçamento de 2022 prevê ainda um aumento de 37,94% em investimentos frente à LOA 2021: serão destinados R$ 6,6 bilhões para a área este ano. Isso se dá, em grande parte, devido à concessão do saneamento e ao Pacto RJ. Esse reforço orçamentário terá como consequência positiva mais entregas à população fluminense, além da continuidade do trabalho de retomada da economia.

De acordo com o texto, há ainda redução de 70,72% do compromisso do Estado com o pagamento das dívidas administradas pelo Tesouro Nacional, o que está relacionado à entrada do Rio no novo Regime de Recuperação Fiscal.

As funções orçamentárias de maior destaque na LOA são Segurança Pública, Saúde e Educação, que terão incremento expressivo de recursos em relação ao ano anterior: 12,4%, 32,1% e 9,3%, respectivamente. A Assistência Social também registra 405,3% de alta em comparação a 2021. Esse cenário é resultado do aumento dos investimentos.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Como sempre, ele esquece de dizer que o governo federal suspendeu o pagamento das dívidas estaduais, além disso enviou bilhões pro Rio. Isso foi um fôlego.

  2. Deveriam centrar-se na redução do contingente de servidores públicos e as suas despesas, pagando mais a dívida pública do estado. Fazer igual ao programa GOV.BR do governo federal, que passou a permitir que não se contratasse ninguém mais e os serviços sejam prestados online. Ao fazermos isso, abre-se mais espaço para investimentos ou então reduções de impostos! A gasolina e a energia elétrica são pesadamente taxadas neste estado, o que é um absurdo. O Estado do RJ precisa de negócios privados, não de gastos governamentais.

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