cleverton Apesar da piadinha com os paulistas, é a imprensa de São Paulo a que melhor trata o Rio de Janeiro. Veja só o que o Delacerda me mandou, uma notícia do Estado de São Paulo, comentando sobre uma destas figuras do Rio de Janeiro. O Cleverto, um artista que trabalha em Ipanema e mora na Rocinha, que usa folhas de palmeiras para fazer suas obras, que já foi vendida até para o Hotel Fasano. Ah, detalhe, as folhas são colhidas nas praias, ecológico e ainda ajuda a limpar a areia.

Seu trabalho é delicado, original. Começou vendendo peças no calçadão da zona sul carioca. Mas logo descobriu que, no Rio, o dinheiro mora no quarteirão de Ipanema próximo da Rua Garcia D?Ávila, onde se concentram lojas como a Mont Blanc e a Louis Vuitton e as joalherias Antonio Bernardo e H.Stern. Cleverton, de uma família classe média baixa do Paraná, nem terminou o ensino médio, mas entende de marketing. Ele se veste daquele jeito que os estilistas chamam de casual. Bermuda, camiseta e sandálias de trekking. Todos os dias, estaciona sua bicicleta preta na calçada em frente da H.Stern. Numa cesta, coloca seus bichinhos pendurados por fios de arame, como uma vara de pescar. Ao lado, espalha suas folhas de palmeira e fica ali pelos menos cinco horas por dia fazendo e vendendo produtos. O sucesso chegou rápido. "Madames adoram bichinhos. São os que mais vendem. Uma delas disse outro dia que eu seria sucesso em Nova York. Será?" O preço é convidativo. Um peixinho custa R$ 3. Uma borboleta, R$ 5. E também fazem sucesso a rosa (R$ 3) e o chapéu, seu produto mais caro (R$ 25).

Um comentarista no site do Estadão falou uma verdade, se ele começasse um site, poderia vender para o mundo todo. Quem sabe depois da notícia do Estadão os R$ 3000,00 que ele tira hoje de sua arte, não chegue aos R$ 30.000,00 merecidos.

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