Na cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio e em locais como Paraná, Minas Gerais, Bahia, Rondônia e Distrito Federal as clínicas privadas de diálise que prestam serviço ao SUS ainda não receberam os repasses referentes aos serviços realizados em novembro e dezembro de 2018. O problema já estende por janeiro deste ano.

A falta de repasse do valor das sessões de hemodiálise ameaça a vida de milhares de pacientes renais, que necessitam deste tratamento para viver.

O atraso no repasse do pagamento da Terapia Renal Substitutiva (TRS) pelas Secretarias de Saúde estaduais e municipais aos prestadores de serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) é o problema que gera essa situação. Muitos gestores (prefeitos e governadores) chegam a atrasar em mais de 30 dias o repasse após a liberação do recurso pelo Ministério da Saúde. O pagamento deveria ser feito em cinco dias úteis, de acordo com a legislação.

A Dra. Carmen Villarino, da Nefroclin, localizada em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro, informa que a prefeitura do Rio deve uma parte do repasse de outubro e os valores cheios de novembro e dezembro: “Nos informaram que as pendências seriam solucionadas até 31 de dezembro, mas até agora nada. Isso prejudica nosso trabalho, pois queremos oferecer o melhor tratamento aos pacientes, mas sem o recurso, oferecemos apenas o básico”.



Carmen ainda conta que a prefeitura tem pedido que a clínica receba novos pacientes, por conta da grande procura: “É impossível. Por mais que queiramos ajudar a todos, estamos fechados para novos pacientes renais“, diz a médica.

A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) reitera que essas pessoas dependem única e exclusivamente das sessões de hemodiálise para continuarem vivas.

“A realidade que estamos vivendo na diálise é absolutamente incompatível com o sucesso do tratamento”, afirma Yussif Ali Mere Júnior, presidente da ABCDT.

A reportagem procurou a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro para esclarecer o caso, mas não obteve retorno.

2 COMENTÁRIOS

  1. […] Clínicas cariocas estão há meses sem receber verba para hemodiálise – Na cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio e em locais como Paraná, Minas Gerais, Bahia, Rondônia e Distrito Federal as clínicas privadas de diálise que prestam serviço ao SUS ainda não receberam os repasses referentes aos serviços realizados em novembro e dezembro de 2018. O problema já estende por janeiro deste ano. A falta de repasse do valor das sessões de hemodiálise ameaça a vida de milhares de pacientes renais, que necessitam deste tratamento para viver. Saiba mais […]

  2. Faço hemodialise e esta cada dia mais dificil para as clinicss manterem o padráo.
    Na CDR do anil há dias com lanche e outros sem lance.
    Ficamos quatro horas em tratamento sem televisáo.
    O repasse deveria ser do SUS PARA AS CLINICAS.
    Crivela usando a verba para outros fins. Omisso.

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