Foto: Instagram

Por meio de um projeto do Senac RJ e da Fecomércio RJ, a Casa Villarino vai reabrir as portas em agosto, agora como Clube Senac Villarino Bar. Incialmente, o retorno será com atividades como uma escola da tradicional gastronomia de botequins do Rio. Após o avanço da imunização contra a Covid-19, o plano é também receber o público geral, voltando a ser um ambiente para as trocas entre as gerações que criam a cultura da cidade.

Localizado na esquina entre as avenidas Calógeras e Presidente Wilson, no Castelo, área do Centro que é o berço da história carioca, o bar e restaurante foi inaugurado em 1953 e fechou as portas em novembro/2020. O retorno do Villarino conta com o entusiasmo do presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.

“O Villarino é parte de história do Rio de Janeiro e retrata o jeito carioca de ser. Poder perpetuar este pedaço da cidade nos orgulha muito”, ressalta, o presidente.

As memórias iniciais do ambiente foram registradas no livro “À mesa do Villarino”, escrito pelo jornalista Fernando Lobo, pai do compositor Edu Lobo. Momentos como o dia em que o poeta chileno Pablo Neruda, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, foi levado até ao bar por Vinicius de Moraes, e ambos deixaram versos escritos em uma das paredes do pequeno salão, estão descritos na obra.

Outro fato curioso revelado pela obra é a célebre história de 1956, em que o mesmo Vinicius de Moraes, em um papo com o jornalista Lúcio Rangel, contou que já havia escrito os versos da ópera popular “Orfeu da Conceição”, mas precisava de um parceiro para musicá-las. No mesmo dia, Rangel lhe apresentou em uma mesa do bar, o jovem Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, então um músico promissor.

O bar Villarino também passou a ser conhecido como um dos berços da Bossa Nova e nos tempos atuais tinha o acolhimento de sua equipe como um dos grandes diferenciais para manter uma clientela fiel. Entre os profissionais mais antigos da casa, estava Severino Ramos, mais conhecido com o Marlon Brando do Villarino.

Para reabertura em agosto será preservada toda a história e riqueza do Villarino pelo projeto do Senac RJ. As obras do localnão modificam a ambientação histórica do bar, apenas revitalizam seu interior e fachada, assim como ampliar a área da cozinha. A futura escola irá fazer lives, a partir do local com assuntos voltados para harmonização nas áreas de bebidas e comidas da gastronomia dos botequins cariocas.

Em entrevista ao Diário do Porto, o diretor regional do Senac RJ, Sérgio Ribeiro, destacou os impactos do projeto Clube Senac Villarino Bar.

“Por toda sua importância histórica e cultural, o Senac RJ considera fundamental que o espaço permaneça aberto e em funcionamento para que antigos e atuais frequentadores, bem como as próximas gerações, possam conhecer e experimentar uma parte importante da história gastronômica, musical e cultural da cidade do Rio de Janeiro”, apontou Sérgio.

O Villarino também passará a oferecer deliveryde happy hour. Com isso, os clientes poderão pedir, em domicílio, um menu com os clássicos do bar. Futuramente, também haverá apresentações musicais no espaço, que serão realizadas pelo Sesc RJ.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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