Movimentação na Rua Gonçalves Dias, no Centro do Rio - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, ocorrida há praticamente 1 ano, o Rio de Janeiro registrou na semana passada o seu menor índice de isolamento social. Entre os dias 21 e 28 de fevereiro, apenas 30% da população carioca respeitou o distanciamento. Em março de 2020, a nível de comparação, esta mesma taxa chegou a ser de 85%.

Em relação às localidades, Botafogo apresentou o pior índice. Na última segunda-feira (01/03), a região tinha 18% de pessoas a mais do que no mesmo período no ano passado. Já outros bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, tinham, respectivamente, 28%, 39% e 39% de taxas de isolamento.

”Botafogo é um bairro bastante comercial, de passagem e com uma estação de integração do metrô. Muitas pessoas circulam por ali e acabam repercutindo nos números de casos, internações e óbitos de outros bairros. Esses baixos índices de isolamento trazem preocupação. Poderemos ter aqui no Rio uma situação mais alarmante nos próximos 15 dias”, diz Roberto Falci da Silva Garcia, infectologista e professor da Universidade Iguaçu (Unig).

”O mais importante neste momento era justamente manter as medidas de afastamento. A variante amazônica, por exemplo, circula com carga viral 10 vezes maior, é mais transmissível. É triste ver restaurantes, bares e quiosques lotados. Infelizmente a população acredita que a pandemia está sob controle, mas não está. É provável vivermos um cenário ainda mais caótico, conforme vem sendo observado em estados vizinhos, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Amazonas”, complementa a médica Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (Sierj).

Vale ressaltar que as taxas referentes ao Rio seguem uma queda se comparadas às duas semanas anteriores: 35% e 56%, respectivamente. Até então, o índice nunca havia ficado menor que 42%, o que aconteceu entre os dias 06 e 12 de setembro e 08 e 14 de novembro, datas próximas a feriados nacionais.

O estudo é realizado pela empresa de inteligência artificial Cyberlabs, que vem atuando em parceria com o Centro de Operações Rio (COR), da Prefeitura, através da análise de diversas câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade.

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