Com 8% de intenções de voto para o Senado, Clarissa diz: ‘Vou avaliar com carinho’

Clarissa foi bem avaliada em dois cenários - e, em ambos, obteve 8% das intenções

A deputada federal Clarissa Garotinho (PROS/RJ) se pronunciou, na tarde desta sexta-feira (29/10), sobre os dados de uma recente pesquisa que lhe dá 8% das intenções de voto na corrida para a vaga ao Senado em 2022, em situação de empate técnico pelo segundo lugar. Natural de Campos dos Goytacazes, Clarissa disse que foi “surpreendida com o resultado” da pesquisa O Globo/Quaest, que colocou o nome dela na disputa, e que vai “avaliar a possibilidade com muito carinho”:

“Recentemente, o presidente do partido União Brasil no Rio de Janeiro (o prefeito Waguinho, de Belford Roxo) sugeriu o meu nome para a disputa ao Senado Federal. Ainda não decidi meu futuro político, mas vou avaliar a possibilidade com muito carinho. Desde já, deixo o meu agradecimento e apoio a todos aqueles que confiam no nosso trabalho”, disse Clarissa em suas redes sociais.

Clarissa foi bem avaliada em dois cenários – e, em ambos, obteve 8% das intenções. No primeiro, sem o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), ela fica em situação de empate técnico, no limite da margem de erro, com o deputado federal do PSB Alessandro Molon (12%) e o ex-senador do Republicanos Marcelo Crivella (12%). Romário (PL) aparece na frente, com 19%. No segundo cenário, com Mourão, Romário vai a 20%; Crivella e Clarissa mantém 12% e 8%, respectivamente; mas Molon cai para 10%. Nessa simulação, o vice-presidente fica com 12%

Um detalhe importante é que Clarissa Garotinho ainda está definindo seu partido para as eleições de 2022. Ela e seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido atualmente), já foram convidados para ingressar no União Brasil, sigla formada recentemente com a fusão do PSL e do DEM. Mas, para que isso aconteça, ela precisa se desligar do PROS. A assessores próximos, Clarissa tem dito que a ida para o União Brasil é inevitável. Em 2022, só haverá uma vaga aberta para o Senado no Rio.

Pesquisa

A Quaest é um instituto de consultoria e pesquisas quantitativas e qualitativas, e um dos parceiros do Sonar, blog do GLOBO voltado para análise de discursos e conteúdos políticos nas redes sociais. A pesquisa, feita para o GLOBO, entrevistou 1.804 pessoas no Estado do Rio de forma presencial, entre os dias 22 e 26 de outubro. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.

Veja os cenários:

Cenário 1 (sem Mourão)
-Romário (PL): 19%
-Crivella (Republicanos); 12%
-Alessandro Molon (PSB): 12%
-Clarissa Garotinho (PROS): 8%
-Washington Reis (MDB): 6%
-Otoni de Paula (PSC): 5%
-André Ceciliano (PT): 2%
-Indecisos : 5%
-Brancos ou nulos: 29%
-Não iria votar/ Abstenção: 1%

Cenário 2 (com Mourão)
-Romário (PL): 20%
-General Mourão (PRTB): 12%
-Crivella (Republicanos): 12%
-Alessandro Molon (PSB): 10%
-Clarissa Garotinho (PROS): 8%
-Washington Reis (MDB): 5%
-Otoni de Paula (PSC): 4%
-Andre Ceciliano (PT): 2%
-Indecisos : 4%
-Brancos e nulos: 21%
-Não iria votar/ abstenção: 2%

1 COMENTÁRIO

  1. A Clarissa Garotinho seria muito melhor do que qualquer jogador de futebol ou pastor sem dúvida.
    Clarissa ou Molon são, por ora, minhas opções. Mas ainda assim eu tenho que os parlamentares do Estado são muito pouco combativos nas questões de real importância para o Estado fluminense, como especialmente vemos o problema da criminalidade, do tráfico de armas, de drogas e todos os crimes a eles relacionados seja por traficantes ou milicianos, e ainda, mais recentemente, fraudes e mais fraudes bancárias, crimes esses que caberia à União Federal, por meio da Polícia Federal, especialmente, o combate, deixando nossas Polícias Militar e Civil e a Guarda para questões de criminalidade urbana regional e local, e não aqueles citados de organizações criminosas que praticam atos com repercussão interestadual e internacional.
    A União tem que ser pressionada para fazer o trabalho dela.
    Além disso tem a questão do retorno dos recursos ao estado.
    Quanto a União arrecada e retorna é proporcionalmente justo diante do número populacional e questões que se precisa investir para melhora da qualidade de vida dos fluminenses (??)

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