Foto: Reprodução/TV Globo

Os casos de Covid-19 no Rio de Janeiro, depois de algumas semanas de baixa, voltaram a subir. Desde esta terça-feira (24/11), a quantidade de pacientes com a doença precisando de leitos de UTI é maior que o número de vagas disponíveis nos hospitais públicos do município do Rio de Janeiro. Segundo informações do RJTV, na manhã desta quarta-feira (25/11), 86 pacientes precisavam de vagas em UTI, mas só haviam 37 leitos na cidade.



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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nesta terça-feira, haviam 513 pacientes internados na UTI na rede pública da capital. Esses dados incluem leitos de unidades municipais, estaduais e federais, atingindo uma ocupação de 93%. Mais de 30 pacientes graves ainda não tinham conseguido uma vaga. Alguns deles esperam desde o início do mês.

Paralelo a esse preocupante cenário, também na manhã desta quarta, pelo menos 16 bairros das zonas Central, Oeste e Norte da cidade estavam sem água, segundo relatos de quem vive nas regiões. Pedra de Guaratiba, Guaratiba, Campo Grande, Realengo, Vila Valqueire, Ricardo de Albuquerque, Anchieta, Engenho Novo, Penha, Lins, Tijuca, Grajaú, Vila Isabel, Centro, Lapa e Santa Teresa estão na lista.

Desde o início da crise do Cornavírus vem sendo informado que uma das principais ações para conter o vírus é lavar as mãos.

“Fica complicado a gente se cuidar, fazer higienização das mãos e não ter água em casa. Álcool em gel não é acessível para todo mundo, toda hora, principalmente para as pessoas mais pobres“, diz Rose Martins, moradora de Guaratiba.

O presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, informou que um defeito em uma das quatro bombas da Elevatória do Lameirão reduziu a capacidade de distribuição de água em 25%. Por conta disso, o fornecimento em bairros do Rio e de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi reduzido. De acordo com Edes Fernandes, o problema deve ser resolvido em pelo menos 20 dias.

A Cedae disse que está realizando manobras no sistema para equilibrar a distribuição de água nas redes de abastecimento e que os problemas citados por moradores podem não ter relação com a falha no Lameirão, mas sim incidentes pontuais.

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