Vista aérea da Zona Sul | Foto: Flickr RioTur.Rio

Nesta sexta-feira (27/08), comemora-se o Dia do Corretor de Imóveis, uma profissão que vive um momento de retomada com resultados positivos, além de um crescimento da categoria. Isto porque, de janeiro a agosto de 2021, cerca de 2.467 novos corretores de imóveis obtiveram o registro no CRECI-RJ para atuar na profissão.

Comparando este dado com o mesmo período do último ano, nota-se um crescimento de 60% (968 novos corretores de imóveis). O crescimento também é significativo quando comparado ao cenário anterior à pandemia, com um aumento de 47% no número de novos profissionais em comparação com o período de janeiro a agosto de 2019 (1.293 novos corretores).

A categoria tem muito o que comemorar, pois a resposta do mercado imobiliário inclusive diante de um contexto de pandemia tem sido muito positiva. Isso, inclusive, justifica o aumento de procura pela profissão.

Outro destaque registrado e que já vem sendo uma constante no mercado imobiliário é a maior participação feminina na profissão. Dos 2.467 novos profissionais de janeiro a agosto de 2021, 1.050 são mulheres, representando cerca de 42% dos novos corretores no período. Atualmente, a categoria de corretores de imóveis no estado do Rio conta com mais de 51 mil profissionais ativos no estado do Rio de Janeiro. Desse número, cerca de 32% são mulheres. Há 10 anos as mulheres representavam apenas 20% do número de profissionais ativos.

A profissão é de suma importância, pois significa trabalhar diretamente com os sonhos de seus clientes, como ressalta André Toledo, diretor da Block Imóveis:

Estamos aqui para prestar toda assessoria para pessoa fazer o melhor negócio para a vida dela, escolher a casa certa. A nossa profissão é muito generosa, ela acolhe vários tipos de pessoas, em vários estágios da vida, muitas vezes dando uma segunda chance para essa pessoa se recolocar e ter sustento. É uma profissão muito bonita. Em uma pirâmide de importância, primeiro é saúde e depois o lar, e quem está preparado para atender quem procura um lar para comprar, somos nós corretores“, afirmou.

Para a superintendente da Sergio Castro Imóveis, Lucy Dobbin, estar atualizado é fundamental, pois o mercado imobiliário está a cada dia mais exigente com o corretor, tornando ainda mais necessária a capacitação profissional.

Grande parte dos corretores de imóveis é capacitado, bastante atualizado, informatizado e estudado. Sabe as leis, os contratos, e é profundo conhecedor do mercado. Busca cada vez mais capacitação para potencializar o uso das ferramentas que lhes são disponibilizadas. Não existe mais venda por sorte. Mas a sorte sempre existirá, só que não pode ser desperdiçada. Entra “para ficar” na casa de quem está preparado para recebe-la. Parabéns a todos os corretores pelo dia e pela capacitação”, disse.

Ela ainda completa, destacando que o corretor de imóveis é um profissional “otimista e polivalente nos conhecimentos, que domina a psicologia para contatos, direito para contratos, contabilidade para cálculos, economia para oscilações de mercado, tem competitividade sadia, energia, competência e muita resiliência“.

História da profissão

A profissão de corretor de imóveis surgiu na época do Brasil Colônia, quando fazendeiros e seus familiares usavam um intermediário para procurar casas nas cidades. Ao longo dos anos, a profissão já foi chamada de diversas formas. A primeira delas, ainda no Brasil Colônia foi “gancho”. Depois, “mediadores”. Nessa fase, as oportunidades foram aumentando, mas como não existia lei, qualquer pessoa podia ser um “mediador”.

Em 1937, surgiu o primeiro sindicato dos corretores de imóveis, que na época eram chamados de “agentes do comércio”. Apenas em 1942 o Ministério do Trabalho reconheceu os profissionais do ramo como corretores de imóveis, passando a ser chamados pelo termo que é usado até os dias atuais.

A partir daí, a profissão cresceu cada vez mais. Em 1962 foram criados os Conselhos Regionais (CRECIs) e o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (COFECI), legitimando a profissão para que as pessoas que tivessem interesse, pudessem trabalhar legalmente.

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