Com pitadas de humor e diálogos pouco forçados, integrantes do programa Choque de Cultura estrelam filme em cartaz no Festival do Rio

“Abestalhados 2” não é uma sequência e apesar de dizer que sim, não aparenta querer ser

O Festival do Rio lançou nesta semana o filme “Abestalhados 2” em uma sessão no Cine Odeon. Apesar do título conter o número 2, o longa não é uma sequência de outros filmes, mas sim uma tentativa de se fazer humor com filmes que realmente fazem sucesso após o lançamento do primeiro. Dirigido por Marcelo Botta e Marcos Jorge (Estômago), o filme conta com elenco do canal e programa de TV Choque de Cultura, e Paulinho Serra. 

O enredo traz quatro profissionais do cinema, Paulo, Manuel, Eric e Alex Bala, que sonham em fazer um filme de ação e aventura. O problema é que eles não têm verba, e acabam inventando um bocado de situações para conseguir filmar os atores e dar a visibilidade necessária para o lançamento. 

O filme pode ser classificado carinhosamente na categoria “besteirol”. As piadas e o humor ácido fazem parte da narrativa e entretém o público, e não carregam nenhum tipo de moral da história, o que me parece ser bom, pois nem sempre o cinema precisa causar impacto no coração ou nos fazer refletir.

É nisso que “Abestalhados 2” é bom: entreter sem se envolver. O filme traz bons comediantes que ajudam o espectador a se livrar das preocupações e assistir a um filme com bons recursos visuais e especiais, uma boa montagem de som e, claro, uma fotografia divertida. 
Durante o Festival do Rio, o filme terá mais uma exibição na próxima sexta-feira (14/10) às 18h45 na sala 1 do Kinoplex São Luiz. Quem gosta de Choque de Cultura e de uma comédia fácil e sem rodeios, vale a pena. A programação completa do festival está disponível no site, e vai até o dia 16 de outubro nos cinemas do Rio de Janeiro.

Jornalista, produtora e apresentadora do podcast cineaspectos. Como amante do cinema, ficou imersa em roteiros fantásticos, conheceu a beleza dos filmes de máfia e os incompreendidos dramas europeus. Sara adora desbravar a singularidade do cinema brasileiro, e acompanha de perto os principais festivais e mostras ao redor do mundo.
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