Quiosque fechado após decreto da Prefeitura - Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

O primeiro final de semana de março de 2021 foi diferente para os cariocas. Devido às novas medidas restritivas de combate à proliferação da Covid-19, implementadas pela Prefeitura do Rio em decreto oficial na última quarta-feira (03) e que começaram a valer na sexta (05), as praias da cidade tiveram sua movimentação comercial praticamente inexistente tanto no sábado (06) quanto neste domingo (07).

Isso porque uma das determinações do decreto é de proibição ao funcionamento dos quiosques e à atuação de vendedores ambulantes e barraqueiros, tanto na faixa de areia quanto na orla em si. Vale ressaltar que estabelecimentos gastronômicos localizados nos arredores das praias – assim como em qualquer ponto da cidade – estão autorizados a abrir, respeitando, porém, o horário pré-determinado pelo Poder Executivo Municipal, isto é, das 06h às 17h.

Quiosque Pôr do Sol, em Ipanema, fechado neste domingo (07), e poucas pessoas na orla da praia – Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

Para o turista Richard Lima, de Recife, que está no Rio devido a um compromisso familiar, a interrupção das atividades na orla é correta: ”Nesse momento que estamos atravessando, é necessário, pois o ser humano desobedece muito. Estou aqui pois vim resolver um problema de família. Uso máscara, álcool gel, mas muitas pessoas não têm essa consciência. Entendo que os trabalhadores precisam ganhar seu pão de cada dia, mas agora é o momento de parar. Se todo mundo lá no começo concordasse em fechar por uns 15 dias, talvez não estivéssemos assim.”

Já Sílvio Araújo, vigilante de um quiosque na orla de Ipanema, se mostra contrário ao veto: ”Sou contra o fechamento. O correto é estarem abertos. Está prejudicando ‘geral”’, disse, de maneira sucinta à reportagem do DIÁRIO DO RIO.

Vale lembrar que, a princípio, o decreto da Prefeitura é válido apenas até a próxima quinta-feira (11). No entanto, de acordo com o secretário de Saúde da capital, Daniel Soranz, caso caso não haja diminuição no número de casos e mortes na cidade – atualmente a rede SUS do munícipio tem 93% de taxa de ocupação dos leitos de UTI – as medidas podem ser postergadas e até mesmo ampliadas.

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