Reprodução Internet

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 19/10, feita pelo Grupo Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Universidade Federal Fluminense), o aplicativo Fogo Cruzado, o NEV-USP (Núcleo de Estudos da Violência da USP, a plataforma Pista News e o Disque-Denúncia, traz um dado alarmante para a cidade do Rio de Janeiro.

O estudo mostra que em 2019, milícias controlavam 57,5% da superfície territorial da cidade do Rio de Janeiro. A área corresponde a 41 dos 161 e conta com mais de 2 milhões de moradores. Os grupos milicianos já ultrapassam em controle territorial as facções CV (Comando Vermelho), ADA (Amigos dos Amigos) e TCP (Terceiro Comando Puro). Apenas 1.9% da cidade não teria grupos criminosos atuando.

A pesquisa aponta que o Comando Vermelho, maior facção criminosa do Rio de Janeiro, tem sob seu controle 39 bairros, o que representa 11% da extensão territorial da cidade. A área tem 1,2 milhão de moradores.

A área em disputa é de 25% do território, englobando 52 bairros e 2,6 milhões de moradores.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram total de 37.883 denúncias que mencionam a ação de milícias ou facções do tráfico de drogas, recebidas pelo Disque-Denúncia em 2019.

Polícia Civil inclui combate a milícia na pontuação de produtividade

A Secretaria Estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro publicou nesta segunda-feira, 19/10, a nova pontuação de produtividade. Com duas novidades: a inclusão, no alto da tabela, dos crimes cometidos por organizações criminosas de milícias; e o aumento da recompensa para a solução dos casos de feminicídio, de quatro para cinco pontos. A informação é de Berenice Seara, do jornal Extra.

Interessante é notar que até hoje, policiais civis e delegacias não tinham nenhum tipo de recompensa para combater as milícias. Como a produtividade é usada para avanços na carreira, só os policias mais abnegados se dedicariam a luta contra os milicianos. O que levou ao secretário Alan Turnowski, a determinar a inclusão dos crimes tipificados no artigo 288-A do Código Penal no segundo lugar da tabela, com cinco pontos. Só abaixo da lavagem de dinheiro (quando, na solução do caso, forem empregadas técnicas especiais de investigação) que vale seis pontos.

A ideia é que a nova tabela já entre em vigor em novembro. Veja a nova pontuação de produtividade que será publicada no boletim interno da Secretaria de Polícia Ciivil.

3 COMENTÁRIOS

  1. Esse percentual da pesquisa ignora que a operatividade das milícias na Zona Sul, Barra e Recreio, por serem áreas mais nobres, ocorre de modo diferente, com empresas de segurança com CNPJ, algumas ruas com cancelas e guaritas, mas sem venda de gatonet, gás (adaptação segundo o lugar).

  2. Inteligência de porco(!!!)
    O agente da Segurança Pública já recebe para fazer o seu trabalho.
    Não bastasse isso, são vários grupos de milicianos…
    Imagina agora com campanha oficial de gratificação para combater a milícia, vai é intensificar a guerra entre esses grupos o que ainda pode trazê-la para dentro das próprias corporações…
    O que precisa ser feito para combater milícias é fazer rodar permanentemente os policiais de batalhões, tanto praças como oficiais, assim como o comando dos batalhões, sempre colocando na chefia quem tenha conduta ilibada – idem nas delegacias.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui