Fachada da Cobal do Humaitá, na Zona Sul carioca - Foto: Carlos Brito/G1 Rio

A Cobal do Humaitá, um dos principais centros comerciais do Rio, recebeu uma ordem de despejo de um dos seus lojistas. O caso, que envolve um imbróglio judicial com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ocorreu na sexta-feira (04/06).

O DeVeras Café, que há três décadas tem ponto na Cobal por meio da proprietária Vera Podiacki, 72 anos, terá 30 dias para desocupar o espaço. Segundo Milene Bedran, presidente da Associação, é provável que mais ordens de despejo aconteçam na próxima semana

“Ao menos dez ordens nos próximos dias. Todo o lado da Cobal virado para Rua do Humaitá deve ser colocado para fora”, afirmou a comerciante.

A intenção da Conabé remodelar o local, despejando os lojistas para transformar a Cobal em um complexo hortifruti granjeiro. As informações forma divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo.

A Associação reclama que nenhuma autoridade pública os assistiu na tentativa de manter as lojas. Aliás, as negociações abertas pelo governo federal, na pessoa da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, não resultaram em nenhuma ação prática em prol dos comerciantes locais.

Prefeitura do Rio assumirá gestão da Cobal do Humaitá e do Leblon em 2021?

Em dezembro, quando ainda nem havia assumido o cargo de prefeito, oficialmente, Eduardo Paes (DEM) manifestou o desejo da Prefeitura assumir a gestão tanto da Cobal do Humaitá quanto da Cobal do Leblon.

A municipalização dos empreendimentos, que já era um desejo antigo dos comerciantes locais, seria tocada pela Secretaria de Fazenda e a Superintendência de Gestão Patrimonial. Na época, a Conab, optou por suspender processos que tramitam na Justiça devido à inadimplência de alguns empresários donos de lojas nos 2 espaços.

3 COMENTÁRIOS

  1. Ueeeee muitos estavam ávidos, pela eleição do tio DUDU, e agora …heheheh não está nem aí para nós comerciante. Políticos só trouxa apoia e acredita.

  2. Tá ruim pra todo mundo, espero que não criem condições especiais a estes comerciantes sob pena do erário público enquanto todos os outros comerciantes do município se encontram ao Deus-dará. Nunca ouvi falar de mobilização pelos comerciantes de Anchieta e Ricardo de Albuquerque. O Rio de Janeiro que a gente precisa é aquele que trata o cidadão como igual, sem prebendas.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui