Foto: DiPo

O projeto da Fundação Leão XIII distribuição de refeições para moradores de rua mudou-se das imediações da Biblioteca Parque, e agora é realizado na Praça Tiradentes, ambas os locais ficam localizados no Centro da cidade. No entanto, a alteração do local apesar de ter sido realizada em atendimento a reclamações dos comerciantes do Saara, representantes dos comerciantes e moradores da Praça Tiradentes sugerem que o projeto passe a ser desenvolvido no Sambódromo.

Para os comerciantes e moradores da Praça Tiradentes, o local que pontos culturais importantes da cidade como teatros Carlos Gomes e João Caetano, Bar Luiz, a Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa, o Centro de Artes Hélio Oiticica, a Casa de Bidu Sayao, além do Real Gabinete Português de Leitura, passa por transtornos e insegurança para os pedestres e comerciantes, devido a concentração de moradores de ruas no local.

O projeto da Fundação Leão XIII, órgão do governo estadual existe desde o ano de 2019 e realiza a distribuição de três refeições diárias para pessoas carentes, inicialmente próximo a Biblioteca Parque. Por este motivo, parte dessa população passou a morar nas ruas ao lado Biblioteca Parque para tentar garantir a prioridade no acesso às refeições, o que acabou causando transtornos e insegurança para os pedestres e comerciantes das proximidades.

A proposta de mudar o local do projeto para o Sambódromo, está sendo levada à Fundação Leão XIII e ao Governo do Estado pela Associação Polo Novo Rio Antigo, que tem entre seus integrantes, Plinio Froes, proprietário do bar e restaurante Rio Scenarium, na rua do Lavadrio. O empresário atua em sintonia com o projeto Reviver Centro, da Prefeitura, que quer atrair mais moradores para os bairros centrais da cidade, aliando moradias perto dos locais de trabalho.

Em entrevista ao Diário do Porto, Plinio Froes afirma que a proposta é possibilitar um tratamento aos moradores em situação de rua.

“Queremos tratamento digno para as pessoas carentes, que estão nessa situação de rua. A Fundação Leão XIII faz um magnífico trabalho de assistência alimentar. Porém esse acolhimento pode ser feito de uma forma ainda mais digna, no Sambódromo, o que além de tudo também contribuirá para evitar a degradação da Praça Tiradentes e seu entorno”, diz o empresário.

A proposta de realizar o projeto no Sambódromo também leva em conta que os moradores de rua poderiam contar com abrigos para as noites frias, banheiros adequados e mesas para as refeições. Atualmente, os beneficiários do projeto comem sentados no chão, em meio à sujeira das ruas.

1 COMENTÁRIO

  1. As entregas de comidas aqui na Praça Cruz Vermelha também tem trazido muitos transtornos não só aos moradores e comércio, mas, sobretudo ao Hospital do Câncer, a sujeira tem atraído ratos e moscas e tornando a região além de muita insegurança, repleta de vetores.

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