Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) homenageia nesta sexta-feira (30/04), personalidades femininas que se destacam na luta por igualdade, cidadania e direito. O Diploma Leolinda Daltrodez personalidades femininas do Rio, foi entregue em sessão virtual transmitida pelo Youtube e pela página da CDDM no facebook.

O evento é realizado há 18 anos pela Alerj. Para a deputada estadual e presidente da CDDM, Enfermeira Rejane (PSol), a solenidade é uma forma de demonstração da resistência das mulheres.

“O evento é mais uma demonstração de resistência e capacidade das mulheres parlamentares que compõem a CDDM e das homenageadas em seguirem em frente com alegria, apesar das adversidades e desafios a serem ultrapassados”, diz a deputada.

Entre as homenageadas estão lideranças comunitárias, delegadas, advogadas, assistentes sociais, líderes de movimentos sociais e de mulheres, indicadas por diferentes instituições, movimentos e organizações de defesa da causa feminina. Em 2021, recebem o Diploma Mulher Cidadã:

  • Ana Maria Leone de Jesus, 53 anos, assistente social – indicada pelo Fórum Municipal dos Direitos da Mulher de Duque de Caxias;
  • Carla Rodrigues Araújo de Castro, 52 anos, procuradora de Justiça – indicada pela Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) e pela juíza Adriana Ramos de Mello;
  • Cecília Ribeiro Cabral, 54 anos, pedagoga – indicada pela Câmara Municipal de Mangaratiba;
  • Deborah Maria Prates Barbosa, 63 anos, advogada – indicada pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB);
  • Eliane Freixo dos Santos Borde, 60 anos, artesã – indicada pelo Fórum Estadual de Economia Solidária;
  • Gessinéia Moreira Santos, 70 anos, professora – indicada pela Federação de Mulheres Fluminenses (FMF);
  • Giselle do Espírito Santo, 41 anos, delegada de polícia – indicada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (SINDEPOL);
  • Juçara Portugal Santiago, 64 anos, aposentada – indicada pela Associação Missão Resplandecer (AMIRES);
  • Leticia Ribeiro de Oliveira, 35 anos, bióloga – indicada pela Casa de Cultura – Centro de Formação Artística e Cultural da Baixada Fluminense;
  • Vânia Siciliano Aieto, 51 anos – Advogada indicada pelo Partido Democrata Trabalhista (PDT).

Leolinda Daltro, que dá nome ao diploma, foi uma revolucionária para o seu tempo. Professora e indigenista foi precursora do feminismo no Brasil. Nasceu na Bahia, em 1859, e viveu no Rio de Janeiro parte de sua vida, atuando, em meio à implantação do projeto republicano de Estado, no magistério público e no movimento pelos direitos das mulheres. Militou na política, e em 1910, fundou o primeiro partido político feminista brasileiro, o Partido Republicano Feminino.

A líder feminista fundou três jornais dedicados à mulher e publicou dois livros, onde contou aspectos de sua vida. Em 1917 liderou uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres, em plena República Oligárquica. Em 03/05/1933, foi realizada eleição para escolher os deputados da Assembleia Nacional Constituinte, primeiro pleito em que as mulheres participaram oficialmente como eleitoras e como candidatas em todo o Brasil. Leolinda morreu no Rio de Janeiro no ano de 1935.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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