Imagem meramente ilustrativa de ônibus do BRT na Alvorada - Foto: Reprodução

A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado Dionísio Lins (PP), enviou requerimento de informações à secretária municipal de Transportes, Maina Celidonio, no qual solicita, em caráter de urgência, o plano de reestruturação do sistema de modal BRT.

O objetivo é cobrar melhor qualidade e transparência no serviço oferecido pelo BRT e demais consórcios que atuam no transporte público de passageiros, para evitar que o caos visto na última segunda-feira (01/02), quando houve paralisação dos três ramais do sistema, o que prejudicou milhares de usuários. A secretária tem 30 dias para responder o requerimento, sob pena de incorrer de crime de responsabilidade.

No requerimento, Dionísio pediu também um plano de contingência para o caso de novas paralisações, cópia do contrato de concessão, valor desse contrato, número total e quantos veículos realmente estão em funcionamento, real situação econômica e financeira do BRT, déficit acumulado, providências adotadas para diminuir a desordem urbana nos transportes, planejamento para evitar a concorrência entre vans e ônibus, melhorias que serão implementadas e instalação de temporizadores nos sinais localizados nas calhas do BRT, evitando assim o grande número de multas recebidas pelos motoristas.

O que vivenciamos ontem é prova de que a população está carente de uma organização do transporte público, principalmente nos ônibus. O que aconteceu com o BRT é apenas um grão de areia do que já vem ocorrendo em todos os bairros. São 170 mil pessoas transportadas diariamente nesse modal que ficaram sem condições de chegar ao seu local de trabalho, além de terem ficado à mercê de motoristas de vans, Uber e demais tipos de transportes que cobravam preços exorbitantes sem serem alvos de uma fiscalização eficaz por parte dos órgãos públicos. Uma enorme vergonha”, afirmou o parlamentar.

Dionísio lembrou ainda das péssimas condições em que se encontram as calhas do BRT, com buracos em toda sua extensão, asfalto sem qualidade, falta de temporizadores nos sinais luminosos que penalizam os motoristas com pesadas multas que são descontadas pela empresa em seus contracheques.

Um ônibus do BRT tem cerca de 37 metros e pesa aproximadamente 30 toneladas vazio e 65 toneladas cheio, o tamanho de um vagão de trem. Quando o sinal passa de amarelo para vermelho em uma das calhas na distância de 100 metros, é impossível parar de uma hora para outra, o que poderia causar um grave acidente. Prova disso é que a maioria das multas são da placa traseira dos ônibus” explicou.

O parlamentar afirma ainda que, caso as respostas não sejam satisfatórias, não descarta a possibilidade de entrar com uma ação na Procuradoria de Tutela de Defesa do Consumidor do Ministério Público, cobrando uma investigação profunda e uma solução rápida para uma efetiva melhora do serviço oferecido pelo BRT e demais consórcios, o que irá beneficiar tanto os usuários quanto os profissionais da categoria.

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