Comissão da OAB discute intolerância religiosa no Rio

Débora Rodrigues, delegada da Decradi, apresentou casos recentes registrados na especializada

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro se reuniu na manhã desta sexta (05) para discutir formas de combate ao preconceito em todo o estado. Com a estratégia de fortalecer o contato do órgão com a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), foi convidada para palestrar a titular da especializada, Débora Rodrigues.

Durante a reunião foram apresentadas propostas para expandir o atendimento da Decradi e especializar profissionais na Polícia e órgãos do estado para que os crimes de intolerância religiosa não sejam registrados como outros delitos.

A intolerância religiosa é invisível. Muitas vezes os casos são arquivados porque falta sensibilidade para compreender que a ação foi motivada por preconceito”, afirmou a titular da Decradi.

A delegada falava sobre o caso de uma fiel de crença afro-brasileira que foi expulsa de um carro de aplicativo de corrida e deixada na porta de uma igreja. Na ocasião, o caso foi aquivado e definido como quebra contratual e não preconceito religioso.

O relator da CPI da Intolerância na Alerj e membro da Comissão de Combate à Intolerância da OAB, Átila Nunes, participou da reunião e reiterou a importância de firmar uma ponte entre a Ordem e os órgãos.

“A Decradi garante que a vítima de preconceito será acolhida por profissionais especializados, uma das principais motivações que me fizeram criá-la, por isso ter pessoas preparadas nos órgãos públicos é fundamental para que a justiça seja realmente feita”, afirmou Átila Nunes.

A Comissão se reunirá para preparar uma cartilha de combate à intolerância e seminários para estreitar o diálogo entre lideranças religiosas das mais diversas formas de crença com representantes dos órgãos públicos.

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