Foto: Reprodução/ Câmara de Vereadores do Rio

A Comissão de Representação para o Desenvolvimento Econômico e Tributário da cidade do Rio realizou, nesta terça-feira (02/02), reunião com representantes dos setores de indústria e do petróleo e gás na Câmara de vereadores. O debate foi conduzido pelo presidente da Comissão, vereador Rafael Aloisio Freitas (Cidadania), teve como foco as questões envolvendo econômica e empregabilidade da cidade.  

Fazem parte ainda da Comissão de Representação os vereadores Dr. Jairinho (Solidariedade), Vitor Hugo (MDB), William Siri (PSOL), Monica Benício (PSOL), Welington Dias (PDT), Marcio Ribeiro (Avante),  Dr. Rogério Amorim (PSL), Felipe Michel (Progressistas), Marcio Santos (PTB), Carlos Bolsonaro (Republicanos), Pedro Duarte (Novo) e Lindbergh Farias (PT).

O relator da Comissão, vereador Pedro Duarte (Novo), destacou que o reposicionamento da Petrobras nos últimos anos a tornou mais competitiva, podendo gerar mais empregos e oportunidades para o país. “As ações da Petrobras, em 2015, estavam a R$ 5, um momento de basicamente colapso da estatal. Hoje, opera na bolsa de valores a R$ 29, um reflexo da valorização pela qual passou nos últimos cinco anos”, conclui.

Já de acordo com o economista e assessor fiscal da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Mauro Osório, nos últimos anos, mesmo antes da pandemia da Covid-19, os dados de desemprego no setor já demonstrava crescimento. “De 2014 até 2020, a cidade do Rio de Janeiro perdeu quase 500 mil empregos com carteira assinada, é quase o dobro do que a cidade de São Paulo perdeu no mesmo período. O estado do Rio perdeu de 700 mil empregos, uma queda de 18, 3%, enquanto o estado de São Paulo teve 4, 3% de redução”.

Como proposta de solução para o problema, Osório destacou a importância de olhar para as potencialidades do Rio, como o setor de petróleo e gás que tem mais de 100 mil empregos formais em todo estado, com salários em torno de R$ 9 mil.

Dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP), apontam que a mudança de foco na produção da Petrobras, saindo da bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para a bacia de Santos, em São Paulo, tem relação direta com a redução de empregos diretos e indiretos e afeta no setor de serviço e produção no Rio de Janeiro. O instituto aponta que a Petrobrás em aproximadamente cinco anos reduziu em cerca de US$ 12 bilhões os investimentos e para cada 1 bilhão que a Petrobras não investe, cerca de 27 mil empregos são perdidos.

Segundo Marcelo Kaiuca, presidente do Conselho Empresarial de Assuntos Tributários da Firjan pontuou o setor industrial no município é composto por aproximadamente 10 mil empresas que geram cerca de 270 mil empregos diretos e pede pela desburocratização dos processos. No entanto, questões envolvendo burocracia em excesso acaba gerando custos para as empresas, para sociedade e mesmo para o governo. Para ele, “É fundamental adotar um amplo processo de desburocratização, para tornar mais competitiva a economia carioca”.

O papel da indústria naval também foi debatido na reunião. O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL),Sergio Bacci, denunciou o abandono que o setor tem sofrido. Entre os caminhos apontados pelo representante do setor para retomada do crescimento estão: uma política de estado que garanta uma demanda perene da indústria, recursos financeiros, cadeia produtiva e reserva de bandeira, que é o transporte de mercadorias entre os portos do país feito por navio construído no Brasil e tripulado por brasileiros.

Outra proposta levantada no encontro foi de criação de uma comissão para acompanhar mais de perto o desenvolvimento econômico do Rio. A ideia do O vice-presidente da Comissão, vereador Lindbergh Farias (PT), destacou que é importante ter este espaço na Câmara para discussão em nível municipal e usou como exemplo a comissão que cuida do assunto já existente na Alerj.

O DIÁRIO DO RIO publicou matéria sobre os empregos perdidos só em 2020. Durante o último ano, a cidade perdeu quase 100 mil empregos.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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