Confira 6 bairros do Rio onde imóveis têm sido comprados a preços menores do que o esperado

Estudo aponta que Grajaú, Méier, Rio Comprido, Vila Isabel, Vargem Grande e Glória dispõem de imóveis com preços mais negociáveis que o habitual

Imagem meramente ilustrativa da Rua Boulevard 28 de Setembro, considerada a principal de Vila Isabel - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Um levantamento recente realizado pela plataforma imobiliária online ”Loft” aponta que o município do Rio de Janeiro tem 6 bairros onde tem havido diferenças vantajosas para os consumidores em relação ao preço anunciado e o preço que de fato vem sendo pago, com descontos chegando a 30% na “hora do vamos ver”. São eles Grajaú, Méier, Rio Comprido e Vila Isabel, na Zona Norte; Vargem Grande, na Zona Oeste; e Glória, na Zona Sul.

De acordo com o estudo, esse benefício aos consumidores estaria diretamente relacionado ao tempo de existência dos imóveis. Isso porque, quanto mais antigos forem, mais o valor do metro quadrado ven se tornando uma variável na negociação, e que, no caso destes 6 bairros, tem gerado vantagens relevantes aos compradores na hora do fechamento.

Citando um exemplo prático, o casal Jaqueline Cordeiro e Marcelo Cozzolino comprou recentemente um apartamento de 90m², com 2 quartos, na Rua Juiz de Fora, no Grajaú. Devido à necessidade de obras, o imóvel, que tinha preço inicial de R$ 420 mil, acabou saindo por R$ 360 mil, ou seja, um desconto polpudo de R$ 60 mil foi conseguido na negociação.

”Precisa de reforma nas partes hidráulica e elétrica, além de pintura e gesso”, contou Marcelo, que já morava no Grajaú e não desejava deixar o local, ao jornal ‘O Globo’. ”É um bairro agradável, arborizado, tem toda estrutura de comércio e de bancos e fica no meio do caminho para o Centro ou Zona Sul”, complementa, explicando sobre o bairro-jardim criado nos anos 1920 pela Companhia Brazileira de Immoveis e Construcções, pilotada pelo Engenheiro Richard, hoje nome de uma das principais ruas do bairro.

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Já em Vargem Grande, a procura maior tem sido de quem prioriza contato com a natureza e imóveis com custo médio menor, enquanto que, no Méier, os atrativos principais são o leque de opções de transporte público, como ônibus e trem, e o extenso comércio.

”A idade média dos imóveis negociados nesses bairros é de 49 anos, e a metragem média é de 72 metros quadrados. Comprar ou vender um imóvel antigo apresenta um grau de complexidade maior. Quanto mais antigo o imóvel, mais diminui a base de referência de preços no mercado. Por isso, o processo de negociação entre comprador e vendedor demora mais. Além disso, esses bairros apresentam preços do metro quadrado mais baixo e área útil menor. Preços e áreas menores dão espaço para uma maior variação de preço”, explica Rodrigo Campos, gerente de dados da Loft.

Uma coisa posso dizer: se este estudo está correto, o ideal é comprar agora na Glória. Este bairro sofrerá imensa valorização com o lançamento do Residencial Hotel Glória, além das obras de um grande projeto da prefeitura pro local”, é a previsão do diretor regional Dirceu Marmo, da Sergio Castro Imóveis de Laranjeiras, que atende a região. Dirceu se anima com o mega projeto da construtora Sig e do Opportunity, que restaurará o hotelzão que reuniu solitário na região desde 1922 até sua compra por Eike Batista. O projeto promete luxo, diversas unidades e também algumas lojas, e promete causar uma revolução na região do Russel.

Descontos também na Zona Sul?

E engana-se quem acredita que nos bairros mais nobres da Zona Sul esse tipo de barganha não é possível. Em Ipanema, por exemplo, Ubirajara Vianna, dono de um apartamento reformado composto por sala e quarto com dependência na Rua Visconde de Pirajá, teve que fazer um desconto para conseguir vendê-lo.

”O mercado está para o comprador. Para o vendedor, está muito difícil. Tive que fazer R$ 100 mil de diferença para o que eu acreditava que daria na realidade. O desconto foi de 18%”, afirmou.

Vale ressaltar que, além da questão do tempo de construção, outros fatores também podem contribuir para o imóvel ter seu preço variado, como, por exemplo, se é de frente ou fundos e se está mal conservado.

“Na verdade o que vale não é o tempo de construção, mas sim um combinado de estado da unidade e estado do edifício. Como em certos locais os condomínios acabam não tendo recursos para manter-se atualizados, nestes o preço das unidades antigas acabam sendo mais defasados. Recentemente vendemos um apartamento num prédio dos anos 30 na Avenida Atlântica por quase 22.000 reais por metro quadrado. O edifício estava restaurado, e a unidade totalmente modernizada. O que vale é uma conjugação destes dois fatores, além da vontade ou necessidade de vender do proprietário”, diz André Cyranka, diretor da filial Copacabana da Sergio Castro Imóveis. Mas ele é certeiro ao dizer: “síndicos que deixam o prédio a Deus-dará, com portarias fedorentas e cheias de fios pendurados, portões enferrujados e porteiros com uniformes sujos, trabalham contra o patrimônio de todos”. “Sabe aquele prédio antigo, histórico, que recebe um corrimão de alumínio fuleiro na escada de acesso? Este é o que vai vender por qualquer preço”, finaliza.

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1 COMENTÁRIO

  1. Informações e análise de mercado completamente errônea, não é dessa forma que o mercado está se comportando,o exemplo dado do imóvel vendido na rua juiz de fora Grajaú, não reflete a realidade ele simplesmente foi vendido pelo preço que realmente valia ,levando em conta a sua localização,todo proprietário no fundo sempre sabe o valor do seu imóvel e quando baixa o preço está simplesmente abatendo do preço a especulação imobiliária ou seja está abatendo o sobre preço.

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