No costão do Pão de Açúcar tem uma grande caverna. O lugar pode ser  acessado por mar ou pela rocha no final da pista Cláudio Coutinho. Por certo tempo, foi até casa de ermitão português.

A caverna foi formada por uma falha na rocha gnáissica há, pelo menos, um bilhão de anos, no costão batido pelo oceano Atlântico. Ela é acessível por terra, por um caminho na rocha, depois da pista Cláudio Coutinho. De caiaque, pelo mar, ela também pode ser acessada.

No começo da década de 1930, foi morar nela um ermitão português chamado Eduardo de Almeida, que vivia do que pescava e caçava.

Três décadas depois, já nos anos 1960, Eduardo aceitou repartir a caverna com um casal – Francisco de Brito e Isídia Maria da Conceição -, que plantavam banana e mamão na encosta do morro da Urca para vendê-los aos banhistas na Praia vermelha.

Em 1968, foram todos despejados pelos militares da Fortaleza de São João e desde então é proibido o acesso ao local. O eremita Eduardo tinha 58 anos. Hoje em dia só morcegos e outros animais vivem no local.

O Pão de Açúcar, morro mais característico da cidade, tem 395 metros de altura. E esconde outros mistérios.

O pesquisador Celso Serqueira diz que “os místicos têm uma série de suposições, e a mais comum diz de que ele é um monumento fenício (como também o seria a Pedra da Gávea) e que apresenta em sua face Norte, em baixo relevo, a figura de imensa íbis, ave sagrada dos egípcios. O fato é que, às 11 horas, quem olhar para o Pão de Açúcar a partir da Marina da Glória verá mesmo projetada na rocha uma sombra semelhante à de um grande pássaro. Outra lenda é sobre a silhueta de um ancião chamado Guardião da Pedra, também visível em determinadas condições de luminosidade – e com muita boa vontade”.

Além disso, ele escreveu que “tem ainda uma lenda árabe que indica o Pão de Açúcar como a ‘Mano Satanas’, morada de forças malignas ancestrais, enquanto outros afirmam que o morro está ligado subterraneamente ao Dedo de Deus, em Teresópolis. A curiosidade mais conhecida, entretanto, é a semelhança da topografia do Rio de Janeiro, observada da Ilha Rasa, em alto mar, com o perfil de um homem deitado que seria o ‘gigante adormecido’ – a cabeça corresponde à Pedra da Gávea, os pés estariam no Pão de Açúcar e a região púbica, no Corcovado. Aí fica por conta da imaginação de cada um. De certo mesmo, só os nossos homens das cavernas!”.

8 COMENTÁRIOS

  1. Sou do Rio de Janeiro e conheço esta caverna, que fica situada na base de um massiço rochoso. O local costuma ser frequentado por casais, que fazem sexo ali.

  2. O gigante adormecido já ouvi essa história a ligação entre o dedo d Deus corcovado Gávea todos portais tanto para a civilização no centro da terra qnto para outros lugares…

  3. Frequentei muito a Pista Claudio Coutinho e tinha sim algumas pessoas que no final dela entravam por um buraco escuro, e sumiam, eu nunca tive curiosidade de ir atrás ver, mas acredito que existe caverna sim

  4. Na condição de carioca e assíduo frequentador da região do Pão de açúcar sei da existência de diversas cavernas, algumas por superposição de rochas e outras por erosão. Uma caverna na linha d’água realmente é uma novidade e buscarei imagens afim de somar mais conhecimento sobre o Pão de Açúcar.

  5. O monolito do Pão de Açúcar é constituído de gnaiss facoidal, Rocha metamórfica cristalina. A suposta foto da caverna mostra formações encontrada em cavernas de rochas carbonáticas, sedientares, característica de cavernas calcárias e inexistentes em cavernas de rochas cristalinas. ( granito e gnaiss)
    Ou seja: a foto ilustrativa da,”caverna” em que está escrito Pão de Açúcar não está nem nunca estará nas rochas da cidade do Rio de Janeiro. A foto, com toda certeza, é de alguma caverna, bem distante da cidade do Rio de Janeiro. Fake!

    • Teresa ainda bem que vc esclareceu pois conheço a caverna do Pão de Açúcar e não trm nada a ver com essa foto. Moradia de alguém, só se o mar subiu uns dois metros desde a decada de 60

  6. Eu escalei o Pão de Açucar em 1963. Eu tinha 22 anos. Foi uma experiencia unica e lembro esta aventura com muita saudade. Quem sabe um dia, antes de viajar para o paraiso, vou ter uma ultima oportunidade de visitar a cidade maravilhosa. No entretanto um abração para toda a população do Rio, daqui do Canada.

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