O hotel de propriedade de réus da Lava Jato fecha na Barra; supostamente, devido ao coronavírus. Dentre os donos está Paulo Figueiredo, que foi preso nos EUA ano passado.

O bonito hotel na Orla da Barra da Tijuca, conhecido como “quase-Trump” e “Hotel da Lava-jato”, fechou as portas. Localizado numa das orlas mais desejadas da cidade, o LSH comunicou que está suspendendo suas operações temporariamente, supostamente por conta da crise do novo coronavírus.

Quem conhece o LSH Hotel sabe que aqui tem muito calor humano. Aqui é lugar para se despreocupar e permitir que o lifestyle carioca te proporcione uma experiência ímpar. Por isso, diante da atual circunstância em torno do coronavirus (COVID–19), suspenderemos temporariamente a operação do LSH HOTEL a partir do dia 30 de março. Esse momento vai passar e quando passar faremos das suas viagens lifestyle like no other!”, disse Lia Coutinho, gerente de Marketing do LSH, ao Portal Mercado & Eventos, especializado em turismo.

Fontes do DIÁRIO DO RIO garantem que a ocupação média do hotel durante os meses anteriores à crise causada pela nova doença não chegava a 20%. Além disso, segundo Lauro Jardim, o hotel passa por uma compreensível briga de investidores e acionistas. Segundo o jornalista, os Fundos de Pensão que colocaram dinheiro no negócio querem a venda do ativo.

Mas parece que todo problema envolvendo o LSH tem a ver com as reais razões pelas quais os Fundos de Pensão teriam colocado dinheiro no negócio. De acordo com o Ministério Público, os sócios e idealizadores do empreendimento pagaram propinas a ex-diretores do banco BRB com o dinheiro de fundos de pensão, em troca de aportes em negócios por eles apresentados, inclusive gordos investimentos no hotel LSH. Diga-se de passagem o LSH é vizinho de outros hotéis que fecharam muito antes da COVID-19, como é o caso do Mercure Barra, que está fechado há mais de um ano.

O empreendimento tem como sócios dois empresários que são donos de algumas das mais longas fichas policiais do mercado empresarial do Rio. Arthur Soares, vulgo “Rei Arthur”, um dos mais próximos comparsas de Sergio Cabral; e Paulo Figueiredo, conhecido por ser neto do ex-presidente João Figueiredo e por fazer parte da lista vermelha da Interpol; ambos investigados e réus na Lava-Jato. Figueiredo é conhecido por seus chiliques nas redes sociais, onde ameaça a tudo e a todos de processo. Acabou o próprio passando só no ano passado por três situações bem vexatórias: réu na lava-jato, procurado pela polícia e preso em país estrangeiro.

Paulo Figueiredo (apontando rifle), ao lado de Olavo de Carvalho, astrólogo radicado nos Estados Unidos, onde ele, Figueiredo, chegou a ser preso, depois de um período foragido. Foi solto dias depois: tem Green Card e é sócio do LSH

Figueiredo é um dos investigados da Operação Circus Máximus, razão pela qual teve a sua prisão preventiva decretada pela 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília em janeiro de 2019. Chegou a ser considerado foragido. O nome dele já foi até incluído na difusão vermelha da Interpol. Só que Paulo Figueiredo, sendo neto de ex-presidente, nasceu com muita sorte, e conseguiu um Green Card para residir nos Estados Unidos.

Será que foi a ausência do dono que emagreceu o porquinho? Bem, há quem diga que o porquinho viajou com ele. Já os pensionistas cujo dinheiro foi investido no empreendimento fechado aguardam o progresso das investigações e provavelmente torcem para que as coisas no Rio de Janeiro melhorem, e o Hotel da Lava-Jato seja vendido.

NOTA DE FECHAMENTO EMITIDA PELO HOTEL

“No último dia 30 de março, o LSH Hotel suspendeu temporariamente a plena operação diante da atual realidade mundial em função do Coronavirus (COVID – 19).

A difícil decisão foi tomada exclusivamente pela drástica redução de hospedagens e eventos devido à pandemia, e pensando na saúde e bem-estar dos 103 funcionários do hotel, dos mais de 150 profissionais indiretos, dos nossos hóspedes, que estão em primeiro lugar, acompanhando a tendência do mercado hoteleiro das principais cidades do mundo que vivem do receptivo turístico, em especial nos segmentos voltados para luxo e lazer, cujo mercado está 100% paralisado. No Rio de Janeiro, cerca de 30 hotéis até o momento optaram pela suspensão de atividades.

O compromisso da Administração é retomar a operação regularmente tão logo a situação do Brasil se normalize. Inclusive, mantivemos uma equipe trabalhando na manutenção do hotel e na prospecção de clientes e outras parcerias comerciais para o segundo semestre de 2020. Entre as ações que demonstram esse compromisso, é que aderimos ao acordo firmado entre o sindicato patronal e laboral, e mantivemos todos os funcionários para posterior reintegração.

O LSH Hotel é lugar para os hóspedes se despreocuparem e permitirem que o lifestyle carioca os proporcionem uma experiência ímpar. Infelizmente não é isso que podemos oferecer neste momento de isolamento social.”

1 COMENTÁRIO

  1. Só não entendi o porquê da foto do Paulo Figueiredo junto com o Olavo de Carvalho! O P. Figueiredo tem fotos em todas as grandes mídias nacionais e estrangeiras e, (in)justamente é postado uma ao lado do Olavão portando um baita rifle com mira telescópica?! Só pode ser uma “perceguição” inviesada ao Bozo, opps, Bolsonaro! Impressionante como a marrom mídia carioca comete um descarado “Aberratio ictus”!

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