Foto: Camila Rodrigues

O imóvel do extinto Hospital Nossa Senhora do Socorro, que hoje abriga um asilo abandonado pela Santa Casa de Misericórdia, conhecido no bairro do Caju como “Socorrinho”, está com sérios problemas. Da má conservação ao não pagamentos de funcionários, o prédio histórico pode, ainda, ser demolido.

“Os problemas não são somente estruturais. Os funcionários não recebem salário desde 2017 e, apesar disso, continuam indo trabalhar em respeito e amor aos idosos. Estes, abandonados pelo governo e por suas famílias, estão passando necessidade. Faltam-lhes alimento, vestimentas, roupas de cama e, acima de tudo, respeito”, conta Fabiana Keller, que organiza ações para tentar salvar os imóveis históricos da região.

Recentemente, outra ameaça assola o coração dos funcionários e moradores do asilo: a possibilidade de venda do terreno para a expansão de um dos cemitérios do bairro.

Fotos: Camila Rodrigues

“O imóvel, parte da história do país e, mais particularmente do bairro de Caju, não é tombado e, por isso, precisa de ajuda urgente. Enquanto isso, as obras prosseguem. ‘É o progresso’, dizem. Mas, a que custo?”, afirma Fabiana Keller.

O prédio tem muita história. A obra da alça da Ponte Rio-Niterói, que passaria pelo terreno do asilo, acabou mudando seu curso por causa da capela que, por seu caráter histórico e religioso, não pôde ser demolida.

A inauguração da instituição foi em agosto de 1855, há 164 anos. O terreno para a construção do hospital foi doado por José Clemente Pereira. Após um violento surto de cólera, a enfermaria do hospital foi inaugurada recolhendo doentes em número que excedia em quatro vezes sua capacidade de leitos.

D. Pedro II visitou os enfermos amparados pela Santa Casa, animando-os com sua presença e distribuindo donativos.

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