Consumo consciente

O brasileiro está gerando, em média, mais de um quilo de lixo por  dia, segundo o Instituto Akatu de Consumo Consciente, que realizou uma pesquisa,  em 2012, com 800 entrevistados das classes A até D, em 11 capitais. O número é alarmante, mas  a pesquisa também traz uma boa notícia: a proporção de pessoas que já ouviu falar em sustentabilidade aumentou de 44% para 60% em apenas dois anos – a pesquisa anterior foi realizada em 2010.

Num país com baixa qualidade na educação e onde o número de consumidores aumentou consideravelmente e de maneira muito rápida, a preocupação com a adoção de padrões sustentáveis se concentra, infelizmente, em uma pequena parcela da sociedade, normalmente pertencente às classes A e B.

Especialistas do Instituto Akatu afirmam que o desafio principal para a mudança de paradigma em relação ao consumo diz respeito ao aspecto econômico. Produtos verdes são, normalmente, mais caros do que os produtos que não sustentáveis, que não vêm da reciclagem.  Segundo Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular, para o consumidor da classe C, produto reciclado é igual a carro de segunda mão, deveria valer menos.

Outro aspecto é que o discurso sobre sustentabilidade é feito da classe A para a classe A. A massa de consumidores emergentes  quer bom preço e qualidade e, dificilmente, pagará mais caro só porque o produto se inclui na categoria dos sustentáveis.

Para que as mudanças de mentalidade ocorram é preciso que governos e iniciativa privada invistam em campanhas educativas, que mostram o ganho ambiental e social das ações sustentáveis para essa nova classe consumidora. Mas não basta apenas que os consumidores façam a sua parte. As empresas brasileiras precisam investir em inovação, para reduzir seus custos com o processo de produção. Um exemplo que deu certo é o da linha “Sou”, da Natura.  Com embalagem que leva 70% menos plástico e reduz em 60% a emissão de gases poluentes, a empresa prova que é possível, sim, fabricar um produto  barato e sustentável.

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29 anos, advogado, é o mais jovem eleito para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, na qual é membro da Comissão Permanente de Justiça e Redação. Presidiu a Atlética de Direito, o Centro Acadêmico de Direito e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC. Foi um dos criadores do Movimento Ficha Limpa e, atualmente, preside a Juventude Progressista. É pós-graduado em Direito Fiscal pela PUC-Rio e cursa pós-graduação em Administração Pública na FGV e Gerência e Gestão de Projetos na UFRJ.

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