Foto: Luciano Belford/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira (29/06), você leu aqui no DIÁRIO DO RIO que a média geral de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos hospitais da cidade do Rio de Janeiro, somando as redes privada e pública, era, até a última sexta (26/06), de 68,5%. O número é animador, já que essa mesma taxa foi, em outro momento, de 91,5%.

Apesar desse ”otimismo” em relação à redução no número de pessoas internadas em UTIs, a taxa de contágio do Coronavírus na capital fluminense ainda é preocupante. De acordo com Graccho Alvim, diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), em maio, o índice era de 1,72. Já no início de junho, antes do início da flexibilização das medidas restritivas na cidade, a taxa atingiu 1,03. Porém, na semana passada, o risco de infecção voltou a subir, batendo em 1,34.

Segundo Graccho, com a população carioca retornando às ruas, já que a flexibilização já vai para sua 3ª fase, a quantidade de casos de Covid-19 tende a ser novamente ampliada, fazendo que, com isso, os leitos voltem a ficar ocupados. O especialista ainda enfatiza que o principal indicador se o Rio está avançando de forma segura no retorno à ”normalidade” será o crescimento ou não do número de pacientes nos hospitais, tanto particulares quanto públicos.

”Não seria o ideal reabrir o comércio com essa taxa de contágio atual. Mas talvez tenha sido o que melhor foi possível ser feito. A gente vai ter um parâmetro pela pressão nas emergências”, disse Graccho.

O diretor da Aherj, que diz que a reabertura e paralisação constantes das atividades econômicas tende a ser o ”novo normal” enquanto não houver uma vacina e/ou um remédio comprovadamente eficazes para combater a doença, ainda ressalta a velocidade de contaminação das pessoas provocada pela disseminação do vírus.

”Essa contaminação é muito rápida. Em 15 dias, podemos ter uma visão totalmente diferente. Semana passada, começamos a abrir e o reflexo virá em 15 dias”, finaliza Graccho.



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3 COMENTÁRIOS

  1. Vcs só não podem ser igual aos outros,que atualmente, estão sendo parciais demais.
    Pois o Povo não é burro e está deixando de lado os “convenientemente parciais”.

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