O corpo de Arnaldo Jabor, falecido na última terça-feira (15/02) em São Paulo, será velado a partir das 11h desta quarta (16/02) no Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Flamengo, na Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Quem quiser, poderá ir até o local se despedir do cineasta e jornalista.
Posteriormente, a partir das 16h, será realizada a cremação, em cerimônia restrita à família no Cemitério do Caju, na Zona Portuária da capital fluminense.
Vale ressaltar que Jabor estava internado desde dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, na região central de SP, em virtude de um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com familiares, ele faleceu em decorrência de complicações do AVC.
Quem foi
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1940, Arnaldo Jabor tinha atualmente 81 anos. Ele ficou conhecido inicialmente por seus longa-metragens de sucesso nos cinemas nacionais nas décadas de 70 e 80. Dentre as produções mais famosas do diretor estão o documentário ”Opinião Pública”, de 1967, os longas ”Toda Nudez Será Castigada”, de 1973, e ”O Casamento”, de 1975, ambos adaptados de obras do escritor Nelson Rodrigues.
A migração do Jabor diretor para o jornalismo aconteceu nos anos 90, em decorrência do sucateamento do cinema nacional na época do governo de Fernando Collor de Mello. No final de 1995, ele se tornou colunista do jornal ”O Globo” e, mais tarde, passou a fazer parte de grandes programas da ”TV Globo” como ”Jornal Nacional”, ”Jornal da Globo”, ”Bom Dia Brasil”, ”Jornal Hoje”, ”Fantástico” e da ”Rádio CBN”. Ele também publicou livros como ”Pornopolítica”, em 2006, ”Amigos Ouvintes”, em 2007 e ”O Malabarista”, em 2014.