O corpo de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), está sendo velado desde às 8h deste sábado (15/05) no prédio da Alerj, no Centro do Rio. A solenidade contou com a presença de familiares, do prefeito Eduardo Paes (DEM) e do governador Cláudio Castro (PSC).

Picciani morreu na madrugada desta sexta-feira (14/05), aos 66 anos. Ele estava internado desde o dia 8 de abril no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde fazia um tratamento de câncer na bexiga. O sepultamento está marcado para as 11h, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

Em 1990, Picciani conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual. Passou por todos os cargos importantes do Legislativo, até se eleger presidente da Alerj por quatro mandatos seguidos (2003-2010). Em 2015, após ficar quatro anos afastado, voltou a ocupar o cargo.

Em novembro de 2017, a Operação Cadeia Velha prendeu Picciani. Segundo as investigações, ele e outros parlamentares presos (Paulo Mello e Edson Albertassi) usavam da sua influência para aprovar projetos na Alerj para favorecer as empresas de ônibus e também as empreiteiras.

Um ano depois, já em prisão domiciliar, Picciani e outros nove parlamentares foram alvo da Operação Furna da Onça, sobre o recebimento de propinas mensais de até R$ 100 mil e de cargos para votar de acordo com o interesse do governo. Em 2019, o ex-deputado foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª região.

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