Imagem meramente ilustrativa de idosa realizando teste de Covid-19 - Foto: Fabio Teixeira/NurPhoto/Getty Images

Um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta uma ampliação no número de casos considerados graves e de óbitos causados pela Covid-19 em pessoas idosas no município do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que, desde fevereiro, é a primeira vez que a quantidade de pessoas mortas de 60 anos ou mais cresce na capital fluminense.

Outro dado importante do levantamento é que o número de pessoas com 80 anos ou mais internadas chegou ao seu ápice desde que a pandemia teve início, em março do ano passado: 848 nos últimos 7 dias. Ainda sobre essa faixa etária, foram registradas 175 mortes, segundo estimativa no referido período, quantidade mais alta desde abril.

De acordo com especialistas da Fiocruz, 3 fatores explicam esses novos e preocupantes números:

  • O afrouxamento das medidas restritivas por parte do poder público;
  • A perda gradual do nível de proteção que as vacinas podem oferecer;
  • O avanço da variante Delta, a mais transmissível, na cidade.

”Se não houvesse a vacina, esses números nessa população seriam ainda maiores. Se a gente facilita a transmissão, vai acabar afetando também a população já vacinada, mesmo com a segunda dose. A gente tem a transmissão por escolhas nossas e uma variante mais transmissível. Então, quando a gente junta as duas coisas, temos um cenário extremamente preocupante”, explica diz o pesquisador Marcelo Gomes, da Fiocruz.

Vale lembrar que, na última semana, a Secretaria Estadual de Saúde do RJ, por meio de um documento interno, relatou que a capital fluminense é, atualmente, o ”epicentro” da variante Delta no país.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui