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A Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou a vacina Oxford/Astrazeneca, do Reino Unido, para uso emergencial no Brasil. A decisão foi comemorada pela presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima. Apenas 2 vacinas possuíam a autorização da OMS: a AstraZeneca, e a Pfeizer/BioNTech. A organização também chancelou as vacinas produzidas pelo Instituto Serum, na Índia, laboratório do qual a Fiocruz importou 2 milhões de vacinas prontas.

No dia 10/02, o Comitê Consultivo de Vacinas Covid-19 (Sage, na sigla em inglês), da OMS, já havia recomendado a vacina com indicação de duas doses, considerando um intervalo de oito a 12 semanas entre elas. O Comitê atestou a segurança do imunizante para adultos de 18 anos ou mais, incluindo idosos

Em suas redes sociais, Nísia Trindade Lima destacou a importância para a população brasileira da medida tomada pela Organização Mundial de Saúde, destacando ainda a qualidade do material produzido pela Fiocruz. “É um reconhecimento internacional da qualidade da vacina que estamos produzindo na Fiocruz e um passo fundamental para o enfrentamento global da pandemia de forma igualitária, a partir do consórcio da Covax Facility.”

A autorização concedida pela OMS era um pré-requisito para o início da distribuição das vacinas pelo consórcio Covax Facility, liderado pela Organização Mundial de Saúde para o enfrentamento global e sem discriminações econômicas da pandemia de Covid-19.

A vacina da AstraZeneca possui inúmeras qualidades que fazem dela um imunizante ideal para aplicação na população de forma global. Tem baixo custo de produção, ampla capacidade de fornecimento, fáceis condições de armazenamento e transporte em temperatura de 2-8º C. Além de apresentar uma eficácia no aumento da imunidade de 82%, possibilitando uma proteção do organismo do imunizado da ordem de 76% já na primeira dose, com intervalo longo (três meses) entre as duas doses recomendadas. Dessa forma, a vacina da AstraZeneca tem sido considerada uma das mais estratégicas para o enfrentamento da pandemia em âmbito mundial.

A Fiocruz deu início, na última sexta-feira (12/02), à produção de um lote de 400 mil doses de pré-validação. A medida é necessária para fazer ajustes, se necessário, no processo de produção do imunizante. O Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS), do Ministério do Saúde, deve receber o primeiro lote de 1 milhão de vacinas produzidas na Fundação na semana de 15 a 19 de março.

A previsão é que no mês de março sejam entregues 5 milhões de doses da vacina ao Ministério. De acordo com o planejamento das autoridades, devem ser entregues 100,4 milhões de doses até julho, e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021.

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