Foto: Mariana Ramos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou que iria publicar, no Diário Oficial (D.O), um inventário sobre o número de leitos para o tratamento da Covid-19, deixados pela gestão de Marcelo Crivella que, em dezembro, afirmava que seriam 918. Esse levantamento, contudo, ainda não foi divulgado. A informação é do “RJTV2”, da “TV Globo”.

O atual governo, no entanto, afirma que nem todos os leitos deixados por Crivella estavam em funcionamento. Mesmo assim o Hospital de Campanha do Rio Centro foi fechado. De acordo com informações do Censo Hospitalar Público, hoje, a cidade possui 685 em funcionamento, 34 a mais do que na quinta-feira da semana passada, e 233 a menos do que Marcelo Crivella dizia ter em sua gestão.

Em nota, a secretaria municipal de Saúde informou que os números do Censo Hospitalar Público não estão corretos. Segundo eles, atualmente, são 703 leitos para a Covid-19 na rede municipal do Rio. Ainda de acordo com informações da SMS, o inventário dos leitos da gestão passada está sendo preparado. Ainda não há data para divulgação.

Central única e Hospital atrasados

Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, informou, no dia da sua posse, que iria trabalhar em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para criar uma central unificada de regulação de pacientes que estaria em funcionamento na primeira semana de janeiro. Mas a abertura da central unificada atrasou. Com isso, Soranz espera criar uma única fila de pacientes e facilitar o direcionamento para leitos do estado e do município.

O secretário de Estado de Saúde Carlos Alberto Chaves, por sua vez, disse nesta terça-feira (12/01) que a central deverá entrar em operação até o final desta semana.

O Hospital Modular de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com capacidade de 150 leitos e que também deveria entrar em funcionamento, no próximo dia 20, ainda está fechado. Carlos Alberto Chaves disse nesta terça-feira (12/01) que a data de sua inauguração será modificada.

Segundo o secretário, uma nova licitação será feita, porque a Organização Social Cruz Vermelha, vencedora da disputa, apresenta pendências jurídicas.  Por isso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou que seja feita uma nova concorrência.

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